Do BdP DataHub às 1.107 publicações do INE: o que 2026 traz nas estatísticas
Para 2026, INE prevê 280 operações estatísticas e aposta na modernização da infraestrutura de produção, enquanto BdP prevê implementação de DataHub e uso de IA na comunicação.
Entre a utilização da Inteligência Artificial e a modernização da infraestrutura de produção estatística, a inovação promete continuar a prender no próximo ano a atenção dos dois principais produtores de estatísticas em Portugal: o Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP).
Para 2026, o INE prevê 317 atividades estatísticas, das quais 280 operações estatísticas, correspondendo a 1.107 momentos de disponibilização de informação.
Para o concretizar garante que vai continuar “a modernizar a infraestrutura de produção estatística, a integrar dados de múltiplas fontes na Infraestrutura Nacional de Dados e a reforçar os processos de recolha, mantendo como prioridades a certificação do seu sistema de gestão, a comunicação e a literacia estatística“, de acordo com a informação divulgada esta segunda-feira pelo Conselho Superior de Estatística (CSE).
O CSE indica que o orçamento do INE para estas atividades é de 43,8 milhões de euros e as entidades com delegação de competência 9,2 milhões de euros.

Por seu lado, o Banco de Portugal aposta na “continuidade ao reforço da gestão integrada de informação”, destacando a implementação do BdP DataHub, um projeto que visa criar uma estrutura integrada de recolha, controlo de qualidade, armazenamento e exploração de dados, com o objetivo de uma gestão mais coerente e eficiente da informação.
Segundo o plano de atividades do BdP para 2026, “a implementação deste projeto permitirá reduzir os custos para as entidades reportantes, através da racionalização das obrigações de reporte, eliminação de redundâncias e do aproveitamento transversal da informação no Banco”.
Paralelamente, o regulador prevê a divulgação de nova informação estatística regional e municipal, assim como “a utilização de soluções avançadas, incluindo inteligência artificial” (incluindo geração de texto e imagem e técnicas de aprendizagem não supervisionada, aplicadas a funções relacionadas com a comunicação e o controlo de qualidade) e a “promoção de ações de literacia”.
Já o Serviço Regional de Estatística dos Açores e a Direção Regional de Estatística da Madeira, “pretendem expandir a informação estatística regional, reforçar o uso de dados administrativos e a cooperação institucional, assegurando qualidade, promovendo a literacia estatística, melhorando a difusão da informação e participando ativamente no Sistema Estatístico Nacional”.
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