BRANDS' ECOSEGUROS Antecipar riscos é essencial para garantir empresas mais protegidas
Proximidade ao cliente, especialização técnica e investimento em tecnologia sustentam a visão da SABSEG para responder aos novos desafios das PME, assegura o diretor-geral.
Num setor muitas vezes visto como conservador, a SABSEG Seguros quer afirmar-se como um agente de transformação. No último episódio do podcast Empresas Protegidas, Fernando Rocha, diretor-geral da empresa, traça o rumo da corretora para os próximos anos, assente na ideia de que proteger é, antes de tudo, antecipar.
“Nascemos como uma pequena empresa que foi encontrando oportunidades antes que os outros vissem aquilo que ia acontecer. Antecipámos, e isso deu-nos uma vantagem competitiva muito grande”, sublinha Fernando Rocha. Esse percurso permitiu à SABSEG construir um modelo de negócio que hoje considera “robusto”, com vários motores de crescimento, mas sempre guiado pela máxima de que o cliente e o seu negócio estão em primeiro lugar.
Um dos pilares dessa estratégia é a proximidade física, numa altura em que conta já com quase cinco dezenas de escritórios espalhados pelo país, incluindo ilhas. A aposta, garante, é numa presença local forte para compreender realidades muito diferentes. “Uma PME da Beira Interior é diferente de uma PME do Minho. Temos de interpretar isso localmente, perceber o ecossistema e adaptar soluções”, explica. A rede envolve mais de três centenas de colaboradores diretos e aproximadamente dois mil agentes, formando um ecossistema com mais de 2300 pessoas.
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Fernando Rocha, diretor-geral da empresa, traça o rumo da corretora para os próximos anos, assente na ideia de que proteger é, antes de tudo, antecipar -
"Nascemos como uma pequena empresa que foi encontrando oportunidades antes que os outros vissem aquilo que ia acontecer. Antecipámos, e isso deu-nos uma vantagem competitiva muito grande" -
"Uma PME da Beira Interior é diferente de uma PME do Minho. Temos de interpretar isso localmente, perceber o ecossistema e adaptar soluções" -
"Conhecer bem o cliente é o que nos leva depois à especialização"
Essa proximidade é complementada pela especialização, que a SABSEG assegura através de equipas dedicadas a áreas como saúde e benefícios, seguros de caução e crédito, ou setor institucional, apoiando os colaboradores no terreno com conhecimento técnico. “Conhecer bem o cliente é o que nos leva depois à especialização”, resume o diretor-geral.
O terceiro eixo é a tecnologia, mas este investimento digital não surge para substituir pessoas e sim para lhes devolver tempo. “Queremos que as nossas equipas tenham mais tempo para o cliente. Se a tecnologia fizer o que não é crítico, elas podem ser verdadeiros consultores”, afirma.
Esta lógica de simplificação é central no combate ao chamado protection gap, a distância entre o que as empresas pensam estar protegido e o que realmente está. Para Fernando Rocha, a resposta passa por literacia e aconselhamento. “Não queremos complicar. O nosso papel é explicar, insistir se for preciso, e ajudar o cliente a perceber riscos que muitas vezes não vê”, diz, defendendo o corretor como um verdadeiro consultor de risco, “uma extensão natural da própria empresa”.
Um exemplo concreto dessa abordagem é o produto Smart Protect, pensado para pequenas empresas, que com um processo simples e poucas perguntas, reúne várias coberturas essenciais, sobretudo em responsabilidades. “O que mais afeta o balanço de uma empresa são as responsabilidades. Uma reclamação profissional ou um problema cibernético pode ser devastador”, alerta.
O futuro do setor, antevê Fernando Rocha, será marcado por maior concentração, automação e uso intensivo de dados e inteligência artificial. A dimensão será crítica para investir e inovar, sem perder a independência face às seguradoras. “Representamos o cliente. A nossa função é traduzir o mercado e encontrar a melhor solução para cada caso”, afirma.
Assista ao sexto episódio completo do podcast Empresas Protegidas:
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