BRANDS' ECOSEGUROS Tendências das seguradoras para 2026 e o desafio da transformação: porque a NacionalGest avança com o 2.0
Cláudio Gonçalves, Diretor Geral da NacionalGest, explica quais são as principais tendências das seguradoras para 2026 e os principais objetivos do NacionalGest 2.0.
Como serão as tendências seguradoras em 2026? Provavelmente, muito semelhantes aos últimos anos: uma evolução lenta, prudente e controlada. E essa prudência, muitas vezes vista como conservadorismo excessivo, é também um mecanismo de proteção dos consumidores. A velocidade degrada a confiança. A prudência preserva-a.
Ao contrário da banca, que já colocou custos de decisões estruturais nos ombros dos contribuintes e passou por crises reputacionais profundas, o setor segurador português tem mantido estabilidade, solidez e previsibilidade. Isso não acontece por acaso! Acontece porque a aversão ao risco é também um valor coletivo.
Concentração, novos players e o peso da escala
Nos últimos anos, assistimos a um duplo movimento:
- maior concentração entre seguradores;
- a entrada de novos players em áreas como Saúde, Vida e Colheitas.
É provável que 2026 mantenha este padrão. Poderemos mesmo assistir a alterações acionistas relevantes em alguns seguradores.
Na distribuição, o rumo é claro:
- concentração crescente;
- aumento de entidades coletivas;
A escala já não é apenas uma vantagem, é um requisito. É ela que permite investir em tecnologia, formação, automação, analytics e experiência de cliente, fatores que diferenciam os distribuidores preparados dos que apenas sobrevivem.

Um mercado difícil de prever, mas com sinais positivos!
Prever comportamentos de mercado sempre foi um exercício imperfeito. Em 2026, será ainda mais.
Mas, assumindo um cenário central, podemos antecipar:
- economia a crescer perto de 2%;
- pressão contínua sobre os custos de sinistros (mão de obra, saúde, peças, logística);
- maturação gradual da perceção de risco dos consumidores, que continuam a tomar consciência da sua vulnerabilidade financeira e patrimonial.
Tudo isto cria oportunidades, mas só para quem estiver preparado para as aproveitar. É precisamente aqui que cada organização deve olhar para si própria e garantir que as variáveis sob o seu controlo são planeadas e executadas de forma exemplar.
NacionalGest 2.0: Quando a experiência de cliente deixa de ser um slogan e passa a ser uma arquitetura organizacional
Foi para responder a estas novas exigências e às perguntas certas, que iniciámos o NacionalGest 2.0.
As perguntas foram simples, mas estruturantes:
- Como elevamos a experiência de Cliente?
- Como aumentamos a fiabilidade do serviço?
- Estamos realmente a recentrar o Cliente em tudo o que fazemos?
- E será que os Clientes percecionam esse esforço?
Estas perguntas trouxeram-nos a uma realidade incontornável: O rácio entre o volume de negócios e os recursos humanos disponíveis! Essa variável é determinante: Sem um rácio saudável, não há remunerações competitivas. Sem remunerações competitivas, não há talento. Sem talento, não há serviço. Sem serviço, não há Clientes. E quando os Clientes se vão embora, não há futuro.
Porque o 2.0 não é uma revolução, é uma reconstrução!
NacionalGest 2.0 não é marketing. Não é “digitização por obrigação”. Não é um exercício estético ou cosmético. É uma transformação estrutural da forma como servimos, protegemos e nos relacionamos com os Clientes.
O projeto assenta em quatro pilares essenciais:
1. Reengenharia de Processos
Processos redesenhados de raiz para reduzir atrito, aumentar eficiência e eliminar variabilidade na qualidade.
2. Tecnologia ao serviço dos processos
A tecnologia, incluindo CRM, automações e ferramentas de apoio à venda, foi desenhada para suportar o trabalho real das equipas, e não para impor limitações.
3. Funções redefinidas
Novas responsabilidades, novos rituais de trabalho, novos standards de atendimento e de acompanhamento.
4. Formação massiva
Um programa formativo sem precedentes na nossa história, que eleva competências técnicas, comportamentais e operacionais.
O objetivo é inequívoco: Escalar qualidade. Escalar fiabilidade. Escalar consistência.
2026 será o teste!
Tal como em qualquer transformação profunda, é o mercado que nos dirá se fomos loucos ou visionários. O ano de 2026 é o ano da adoção e da prova dos nove. Estamos numa indústria que pode, quando bem executada, mudar vidas. E quando não o é, reduz-se a um custo.
As necessidades dos Clientes estão a tornar-se mais complexas… Eventos climáticos extremos, doenças graves, fraude digital, perda de identidade, danos a terceiros, perda patrimonial e, sobretudo, um risco silencioso: a quebra de mais de 50% no rendimento na idade da reforma. A nossa resposta estratégica é clara e tem de alinhar com o nosso propósito: Proteger Pessoas!
Confiança não é um ativo, é uma responsabilidade diária!
Mais de 100.000 Clientes confiam na NacionalGest. E sabemos que essa confiança não é um troféu, é um compromisso! O que fizemos bem até hoje não garante o amanhã. Vivemos inconformados, mas nunca ansiosos. Ambiciosos, mas sempre humildes. Desconfortáveis o suficiente para querer melhorar. Comprometidos o suficiente para o fazer todos os dias. Esse é o espírito do NacionalGest 2.0. E será ele que levaremos para 2026 e para além de 2026.
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