Projeto “Sigena Mágica” apresenta um novo fragmento da Sala Capitular do Mosteiro

  • Servimedia
  • 9 Janeiro 2026

O Mosteiro de Sigena, em Huesca, acolheu a apresentação oficial do quarto alfarje que recria os que existiam na Sala Capitular, um novo marco do projeto Sigena Mágica, promovido por Juan Naya.

Além do seu impulsionador, o evento contou com a presença do presidente de Aragão, Javier Azcón; das conselheiras de Educação, Cultura e Desporto, Tomasa Hernández, e de Bem-Estar Social e Família, Carmen Susín; dos diretores-gerais de Cultura – Pedro Olloqui – e de Património Cultural – Gloria Pérez – e do presidente da Câmara Municipal de Huesca, José Jaime Castellón.

O novo teto recria o teto artesonado mudéjar que originalmente cobria a Sala Capitular, um espaço considerado pelos especialistas como a «Capela Sistina do Românico», e cuja destruição em 1936 significou a perda de um dos grandes tesouros do património histórico espanhol.

«Este quarto alfarje representa muito mais do que uma peça recuperada: é a confirmação de que Sigena Mágica é um projeto sólido, rigoroso e vivo. Cada avanço demonstra que a recriação da Sala Capitular não é um gesto simbólico, mas um processo real de restituição do sentido profundo de Sigena, baseado na investigação, na excelência artesanal e no respeito absoluto pela história», afirmou Juan Naya, impulsionador e líder do projeto Sigena Mágica.

INVESTIGAÇÃO

A peça apresentada é o resultado de um longo processo de investigação histórica, artística e técnica desenvolvido no âmbito do Sigena Mágica. A estrutura do teto em madeira, bem como o estudo dos motivos decorativos, cromáticos e simbólicos, foram definidos pelo mestre artesão Paco Luis Martos, Prémio Nacional de Artesanato, fruto de anos de investigação específica sobre o artesonado original de Sigena.

Segundo Paco Luis Martos, «a elaboração deste teto foi um processo longo e muito rigoroso, baseado em anos de investigação prévia sobre o teto original de Sigena. Desde a conceção da estrutura até à definição dos motivos decorativos, o objetivo foi sempre o mesmo: ser fiel às técnicas medievais e transmitir esse conhecimento à equipa que executou o dourado e a policromia. O resultado é fruto do trabalho coletivo e de uma grande disciplina artesanal».

Com base neste rigor, o dourado e a policromia do alfarje foram executados por uma equipa de artesãos de Almudévar, coordenada por Javier Franco Portolés, num processo que durou mais de um ano e meio, sempre sob a supervisão contínua de Paco Luis Martos e da sua colaboradora Florencia Iracema, especialista em técnicas históricas de policromia.

O resultado é uma réplica «de altíssimo valor científico, artístico e histórico», realizada com critérios de máxima fidelidade às técnicas medievais, que permite compreender novamente a unidade estética e simbólica da Sala Capitular em todo o seu esplendor.

«Para a equipa de Almudévar, foi uma experiência extraordinária e muito exigente. Trabalhámos durante mais de um ano e meio aplicando técnicas históricas complexas, aprendendo diretamente com mestres com um profundo conhecimento do ofício. Foi um processo de aprendizagem, responsabilidade e compromisso com um património que sentimos como nosso», destacou Javier Franco Portolés, coordenador da equipa de artesãos de Almudévar.

SIGENA

O ato de apresentação teve lugar no próprio Mosteiro de Sigena. Durante o evento, os participantes puderam aproximar-se da dimensão original do conjunto através de recursos de mediação cultural que permitem visualizar e experimentar a Sala Capitular como um espaço total, integrando arquitetura, pintura mural e artesonado. Com este quarto alfarje, já são quatro dos doze que compunham o teto original que foram recriados.

Há mais de quinze anos, a Sigena Mágica trabalha na recriação rigorosa e documentada da Sala Capitular do Mosteiro de Sigena, combinando investigação histórica, artesanato tradicional, inovação tecnológica e divulgação cultural.

A apresentação deste quarto alfarje consolida o projeto como uma das iniciativas de recuperação patrimonial mais ambiciosas e singulares da Europa, e reafirma Sigena como um espaço vivo de conhecimento, emoção e legado.

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