IA a ajudar no recrutamento de talento? Portugal abaixo da média global
Cerca de 40% das empresas portuguesas já usa IA para recrutar e integrar talento. Por outro lado, maioria já considera aceitável candidatos usarem tecnologia para encontrar oportunidades de emprego.
Quatro em cada dez empresas portuguesas já usam Inteligência Artificia (IA) para ajudar no recrutamento e integração dos trabalhadores, de acordo com um novo estudo da Experis. A nível global, mais de metade dos empregadores já recorrem a esse tecnologia, o que significa em Portugal a adoção é inferior do que verificado noutros países.
“A aquisição de talento é uma das áreas em que a adoção de tecnologias baseadas em IA está mais avançada, refletindo uma integração prática crescente nos processos de contratação”, começa por sublinhar a consultora de recursos humanos.
E detalha: “mais de metade dos empregadores a nível global (53%) já utiliza ferramentas de IA na contratação e integração de colaboradores. Em Portugal, a adoção é ligeiramente inferior, atingindo 40%“.
Ainda assim, por cá, um quarto dos empregadores está a contar implementar soluções de IA no recrutamento de talento, nos próximos 12 meses, o que poderá mitigar o fosso hoje existente entre Portugal e a média global.
Por outro lado, o estudo da Experis sinaliza que também os próprios candidatos estão a usar cada vez mais esta tecnologia para encontrar oportunidades de emprego.
Cerca de 80% dos empregadores nacionais consideram aceitável que os candidatos recorram à IA para procurar emprego.
Cerca de oito em cada dez empregadores portugueses já consideram aceitável o recurso a essas ferramentas. Em concreto, 35% aceitam que a IA seja usada pelos candidatos para explorar potenciais empresas e oportunidades, 31% para preparar entrevistas, 29% para obter informação sobre a empresa e 28% para otimizar o currículo ou a carta de recomendação.
Também neste ponto, Portugal está abaixo da média global (os referidos 80% contra 85%), o que significa que lá fora a aceitação é ainda maior.
“A abertura ao uso de IA por parte dos candidatos varia entre setores. Em Portugal, as áreas de Tecnologias da Informação, Energia e Serviços Públicos, bem como Transportes, Logística e Automóvel, destacam-se como as mais recetivas à utilização destas ferramentas durante o processo de recrutamento”, é ainda indicado no estudo.
Em Portugal, as áreas de Tecnologias da Informação, Energia e Serviços Públicos, bem como Transportes, Logística e Automóvel, destacam-se como as mais recetivas à utilização destas ferramentas durante o processo de recrutamento.
Acrescenta, além disso, que foi identificada uma relação direta entre o nível de maturidade digital das organizações e a abertura ao uso da IA, isto é, “empresas menos propensas a adotar IA internamente tendem a ser também menos recetivas à sua utilização por parte dos candidatos”.
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