BRANDS' ECO Tomás Caeiro: “O maior risco é ter o dinheiro parado”

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  • 7 Abril 2026

O Money Talks regressa para nova edição nos dias 11 e 12 de abril, com mais oradores e a ambição de se afirmar como referência nacional na literacia financeira. Este ano acontece em Lisboa.

Criado por Tomás Caeiro, o Money Talks nasceu da vontade de abrir ao grande público uma conversa mais franca e prática sobre dinheiro, desmistificando questões ligadas ao investimento e às finanças pessoais. Numa altura em que estes temas ainda tinham pouca visibilidade fora dos círculos especializados, o objetivo do fundador e CEO foi criar um evento onde fosse possível aprender sobre finanças pessoais “sem tabus ou preconceitos”, sem fórmulas milagrosas nem “vendas encapotadas em palco”.

Tomás Caeiro é fundador e CEO do evento Money Talks, que este ano decorre, pela primeira vez, em Lisboa

Depois de uma primeira edição em Évora, o evento mudou-se para Lisboa para acompanhar a ambição de crescimento. A nova edição, marcada para 11 e 12 de abril, promete quase duplicar a escala: passa de cerca de 25 para mais de 50 oradores e de 500 para perto de 1.000 participantes. Mantendo a lógica de dois palcos, um mais orientado para iniciantes e outro para um público mais avançado, o Money Talks quer ser um ponto de encontro para quem procura aprofundar conhecimentos e alargar redes de contacto.

O Money Talks nasceu num contexto em que os temas financeiros ainda tinham pouca visibilidade fora dos círculos especializados. Como surgiu a ideia de criar este evento e que lacuna quiseram preencher no mercado português?

Sempre tive curiosidade em querer saber mais sobre dinheiro e finanças pessoais. Adoro documentários e filmes sobre empreendedores de sucesso e como construíram riqueza. Percebi que isso era ‘mal visto’ por muitas pessoas e não entendia porquê. Comecei a juntar as peças e cheguei à conclusão de que o motivo era, sobretudo, a falta de literacia financeira. Ainda existe um pouco a mentalidade de que se alguém se está a sair bem na vida, ao nível financeiro, terá sido porque fez algo de pouco ético ou ilegal. E isso está, claro, errado.

Foi isso que me levou a querer criar um evento onde, em dois dias, as pessoas pudessem aprender realmente sobre finanças pessoais – sem tabus ou preconceitos. Para mim, era importante que o evento fosse além de aprender a investir e que não tivesse vendas encapotadas em palco. Além disso, era fundamental que tivesse uma forte componente de networking e diversão. Assim, idealizei o evento, os oradores ideais, os temas e os diferentes momentos, juntei uma equipa que me ajudasse a montar tudo e foi assim que surgiu o Money Talks.

A mudança para Lisboa deveu-se sobretudo à aposta no crescimento do evento e, para isso, precisávamos de espaços com capacidade para receber mais participantes

Tomás Caeiro

Fundador e CEO do Money Talks

O evento começou por realizar-se em Évora e, entretanto, mudou-se para Lisboa. O que motivou essa decisão e que impacto teve no vosso crescimento e posicionamento?

Évora correu muito bem, e queria fazer uma primeira edição do Money Talks em casa. A mudança para Lisboa deveu-se sobretudo à aposta no crescimento do evento e, para isso, precisávamos de espaços com capacidade para receber mais participantes. Évora já não tinha nenhum local que o pudesse fazer. Por outro lado, a proximidade de potenciais patrocinadores, que na sua maioria têm sede em Lisboa, foi outro fator relevante.

Tínhamos a preocupação de afirmar este evento como uma referência em Portugal e, infelizmente, organizá-lo em Évora continuava a rotular-nos como uma iniciativa regional. Este novo passo é também possível graças ao trabalho conjunto com os nossos parceiros, que incluem a Corum Investments, Crédito Agrícola, CA Vida, XTB, Deco PROteste, UWU, Grupo Your, Credibom, Bybit, Coverflex, Goparity e Visa.

Esta nova edição acontece nos dias 11 e 12 de abril, em Lisboa. Que novidades podem os participantes esperar este ano?

A ideia para esta edição do Money Talks foi ser tudo mais e melhor. Na primeira edição tivemos 25 oradores e nesta vamos ter mais de 50. Ao mesmo tempo, teremos também mais horas de conteúdo, novas dinâmicas de networking, mais expositores parceiros e mais pessoas. Passamos de cerca de 500 pessoas para perto de 1.000. Mantemos, no entanto, a estrutura de dois palcos – um dedicado a quem está mais no início e outro para um público um pouco mais avançado. Além disso, a própria equipa por detrás do evento está maior, e isso traz novas ideias e uma capacidade de execução muito melhor.

O interesse por investimento e literacia financeira tem vindo a crescer em Portugal. Sente que o público do Money Talks também evoluiu? Quem é hoje o participante típico?

Sim. As pessoas estão à procura de coisas mais concretas e não apenas o básico. Isso lança-nos o desafio de escolhermos muito bem os oradores e, sinceramente, temos os melhores de Portugal no Money Talks. Contamos com vários tipos de participantes, porque, na realidade, a literacia financeira é um tema transversal a todos. É hoje mais comum encontrarmos empreendedores, investidores e pessoas à procura de respostas e soluções para tomarem melhores decisões financeiras e, assim, garantirem melhores condições de vida.

Mas depois há o fator risco, algo a que as pessoas ainda têm uma grande aversão. O que as pessoas não percebem é que o maior risco de todos é não fazerem nada e terem o dinheiro parado

Tomás Caeiro

Fundador e CEO do Money Talks

Entrámos num ano marcado por incerteza económica, tensões geopolíticas e dúvidas sobre o rumo das taxas de juro. Que principais riscos e oportunidades identifica para os investidores em 2026?

Sempre ouvi dizer que as grandes fortunas se fazem em momentos de crise. No entanto, as pessoas não precisam de fortunas para estarem melhor. Precisam de dinheiro, pois ter dinheiro dá-nos mais opções de escolha, e quando temos mais opções de escolha temos mais oportunidades. Mas depois há o fator risco, algo a que as pessoas ainda têm uma grande aversão. Principalmente o medo de investir e perder dinheiro. O que não percebem é que o maior risco de todos é não fazerem nada e terem o dinheiro parado. No Money Talks, podem aprender conceitos simples que de facto podem mudar a forma como pensam. E esse é o primeiro passo para conseguirmos uma vida financeira melhor.

Num cenário de maior volatilidade, que erros continuam a ser mais comuns entre investidores particulares? E que conselhos considera essenciais neste momento?

O maior erro é agir emocionalmente e seguir conselhos de quem não percebe nada de investimentos, seja essa pessoa quem for. Há muita desinformação nas redes sociais e, na verdade, qualquer pessoa pode passar por ‘especialista’ só por ter uma base de seguidores que acreditam no que diz. No Money Talks sempre tivemos a preocupação de analisar bem os oradores que convidamos e todos eles têm de ter provas e experiência que comprovem que sabem do que falam. São formadores certificados, empreendedores, investidores e autores, por exemplo, mas todos falam do que sabem e do que fazem, e isso tem muito valor.

Estou sempre a dizer às pessoas que o Money Talks é o melhor filtro para separar quem realmente sabe do que está a falar de quem vende sonhos e falsas esperanças de enriquecimento rápido.

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