Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

  • Lusa
  • 2 Abril 2025

Com as alterações desta quarta-feira, a taxa a três meses, que avançou para 2,356%, ficou acima da taxa a seis meses (2,320%) e da taxa a 12 meses (2,326%).

A Euribor subiu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses depois de ter descido na terça-feira para novos mínimos desde, respetivamente, janeiro de 2023, novembro e setembro de 2022.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,356%, ficou acima da taxa a seis meses (2,320%) e da taxa a 12 meses (2,326%).

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu esta quarta-feira, ao ser fixada em 2,320%, mais 0,011 pontos e contra 2,309% na terça-feira, um novo mínimo desde 17 de novembro de 2022. Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 37,75% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,52% e 25,57%, respetivamente.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,326%, mais 0,049 pontos, depois de ter sido fixada em 2,277% na terça-feira, um novo mínimo desde 16 de setembro de 2022.
  • No mesmo sentido, a Euribor a três meses, que está abaixo de 2,5% desde 14 de março, subiu ao ser fixada em 2,356%, mais 0,032 pontos, contra um novo mínimo desde 12 de janeiro de 2023 na terça-feira.

Em termos mensais, a média da Euribor em março voltou a descer a três, a seis e a 12 meses, mas menos intensamente que nos meses anteriores.

A média da Euribor a três, seis e a 12 meses em março desceu 0,083 pontos para 2,442% a três meses, 0,075 pontos para 2,385% a seis meses e 0,009 pontos para 2,398% a 12 meses.

Como antecipado pelos mercados, o BCE decidiu em março reduzir, pela quinta vez consecutiva em seis meses, as taxas de juro diretoras em um quarto de ponto, para 2,5%.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, deu a entender que a instituição está preparada para interromper os cortes das taxas de juro em abril.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 16 e 17 de abril em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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EDP lança painéis solares para instalar no gradeamento das varandas. Saiba como funciona

Esta solução, composta por painéis com três quilos, é capaz de produzir energia suficiente para permitir uma poupança no consumo de energia da rede de até 25%, estima a elétrica.

A EDP Comercial vai vender painéis mais leves do que os tradicionais para serem instalados no gradeamento das varandas dos apartamentos, informa a elétrica.

De acordo com dados do Eurostat citados pela EDP, quase metade da população portuguesa habita em apartamentos e, por isso, não tem espaço de telhado próprio para produzir a sua energia. Em paralelo, a elétrica avança a estimativa de que mais de metade das varandas em Portugal sejam feitas em gradeamento.

Painéis solares, a instalar em gradeamento de varandas, vêm permitir que estas famílias possam fazer parte da transição energética e aproveitem, também elas, os benefícios do sol“, lê-se no comunicado enviado pela EDP às redações.

A ideia é colocar os painéis no gradeamento das varandas e, depois, ligá-los a uma tomada elétrica. Estes painéis têm 3 quilos, em vez dos 20 de um painel tradicional. Esta solução é capaz de produzir energia suficiente para permitir uma poupança no consumo de energia da rede de até 25% e evitando a produção de mais de 100 quilos de emissões de carbono por ano.

O sistema, poderá ser monitorizado em tempo real pelas famílias, através da aplicação móvel (app) EDP Solar, passando a ter um controlo e conhecimento maior sobre a energia que consomem nas suas casas.

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É um exit. Damia Group compra recrutadora tech Landing.Jobs

Recrutadora especializada no setor tecnológico, a Landing.Jobs acaba de ser comprada pelo Damia Group Portugal.

À Esquerda, Pedro Oliveira e, à direita, José Paiva. São os fundadores da Landing.jobs.Afonso Castella/Luma Visual Experience

A Damia Group Portugal reforça o seu recrutamento na área de TI com a compra da recrutadora especializada no setor tecnológico Landing.Jobs ao grupo Brightwizard, cofundado por Pedro Oliveira e José Paiva.

“A Landing.Jobs é uma marca muito forte e reconhecida no mercado tecnológico e, agora, ao unirmos forças, damos um passo extraordinário que representa a nossa estratégia de crescimento e diferenciação no mercado. A abordagem inovadora, irreverente e próxima da comunidade de IT que a Landing.Jobs construiu, fazem dela o parceiro ideal para expandirmos a nossa presença e reforçarmos a ligação entre o talento e as empresas, num mercado cada vez mais competitivo como o da tecnologia”, refere Cláudio Menezes, managing partner da Damia Group Portugal, citado em comunicado.

Com esta aquisição, a Damia Group Portugal fortalece a sua oferta no mercado, através das três empresas que compõem o grupo — Damia Portugal, We Are Meta, e agora a Landing.Jobs — abrangendo várias áreas de prestação de serviço como recrutamento permanente ou outsourcing, incluindo serviços dedicados como In-house talent acquisition (RPO), employer of record (EOR); job board marketplace e employer branding, elenca.

“A Landing.Jobs sempre teve como missão transformar a forma como o talento tecnológico se conecta com as empresas, fazendo a diferença na vida das pessoas e das organizações, e apostando no digital com um toque humano que é fundamental para maximizar o uso de inteligência artificial na área de recrutamento. Esta visão disruptiva é coincidente com a da Damia Group Portugal e, por isso, esta integração é um motivo de orgulho. Estou confiante de que continuará a crescer e a inovar neste novo capítulo”, destaca o cofundador José Paiva, citado em comunicado.

A Landing.Jobs “continuará as suas operações no mercado nacional e internacional”, agora integrada no portefólio da Damia Group Portugal, “abrindo portas a novas sinergias que servem todos os perfis de cliente, desde startups, scaleups, a grandes organizações”, refere comunicado.

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Covid-19. Ryanair perde recurso contra LOT Polish Airlines relativo a resgaste de 650 milhões

  • Lusa
  • 2 Abril 2025

O Tribunal Geral da União Europeia (TJUE) rejeitou um recurso da companhia aérea irlandesa Ryanair contra o aval de Bruxelas ao resgate de 650 milhões de euros à LOT Polish Airlines.

O Tribunal Geral da União Europeia (TJUE) rejeitou um recurso da companhia aérea irlandesa Ryanair contra o aval de Bruxelas ao resgate de 650 milhões de euros à LOT Polish Airlines, no âmbito da pandemia da covid-19.

A companhia de baixos preços irlandesa Ryanair e a sua sucursal polaca Ryanair Sun recorreram para o TJUE da decisão da Comissão Europeia de autorizar auxílios de Estado polacos à LOT, bem como da proporcionalidade da ajuda, a ausência de um procedimento formal e o seu impacto na concorrência.

O tribunal rejeitou todos os argumentos das transportadoras aéreas, mantendo a validade do auxílio de 650 milhões de euros e considerando que a LOT não apresentava quaisquer dificuldades financeiras antes da pandemia, que atingiu a Europa no início de 2020 e provocou graves perdas económicas, nomeadamente às companhias aéreas que estiveram sem operar durante o período de confinamento mais rigoroso.

Em fevereiro, o mesmo tribunal rejeitou um recurso interposto pela Ryanair a uma ajuda de Estado, de 1,2 mil milhões de euros, dada à TAP em 2020, durante a crise da covid-19.

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Bial reforça “compromisso” com Parkinson com venda de novo medicamento em Portugal

Já com um fármaco próprio para Parkinson no mercado e outro em desenvolvimento, empresa da Trofa vai agora comercializar uma terapêutica para alívio de sintomas após acordo com farmacêutica americana.

Na sequência do acordo de licenciamento exclusivo com a norte-americana Sumitomo Pharma America para a comercialização do medicamento para a doença de Parkinson Kynmobi na União Europeia e no Reino Unido, a Bial anunciou esta quarta-feira o lançamento em Portugal e em Espanha desta película que os doentes já medicados colocam sob a língua sempre que a medicação principal perde efeito.

A farmacêutica portuguesa, que tem um medicamento de investigação própria para esta doença – o Ongentys já chega a mais de 100 mil doentes em vários países, dos EUA ao Japão e Austrália –, sublinha que este lançamento “reforça o compromisso com a comunidade de Parkinson”, estimando que a doença de Parkinson possa afetar cerca de 20 mil pessoas em Portugal e 160 mil em Espanha.

Em paralelo, como o ECO noticiou em janeiro, a empresa sediada na Trofa tem em desenvolvimento um novo tratamento para a doença de Parkinson (BIA 28), que recentemente atingiu um “marco fundamental” com um primeiro doente a completar o ensaio clínico de fase 2 (activate). É o composto em fase mais avançada no pipeline da farmacêutica nortenha, que emprega 800 pessoas e em 2023 gerou receitas de quase 340 milhões de euros.

“Agora, com o lançamento do Kynmobi damos mais um passo importante na nossa estratégia de desenvolvimento e de expansão na Europa, onde ambicionamos ser a empresa de referência na área da doença de Parkinson. Estamos muito satisfeitos por poder disponibilizar esta opção de tratamento e, potencialmente, poder contribuir para ajudar os doentes a lidarem com sintomas tão difíceis e incapacitantes como podem ser os episódios off na sua vida quotidiana”, aponta António Portela.

É mais um passo importante na nossa estratégia de desenvolvimento e de expansão na Europa, onde ambicionamos ser a empresa de referência na área da doença de Parkinson.

António Portela

CEO da Bial

Antes do lançamento em Portugal e Espanha, a Bial já tinha iniciado a comercialização desta película sublingual na Alemanha em maio de 2024, prevendo que chegue também a Itália ainda este ano. Entre os medicamentos próprios – lançou o Zebinix (epilepsia) em 2009 e o Ongentys (Parkinson) em 2016 – e acordos de licenciamento, em que assenta a estratégia de internacionalização da empresa, os produtos Bial estão presentes em mais de 50 países.

Fundada em 1924, a Bial tem atualmente unidades de produção e de investigação e desenvolvimento (I&D) em Portugal e conta com filiais em Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália, Suíça e nos EUA.

O que são episódios off no Parkinson?

Cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com Parkinson. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo e a doença neurológica com maior crescimento, estimando-se que a sua prevalência possa duplicar até ao ano de 2050.

O que são os episódios off, para os quais os doentes podem recorrer ao Kynmobi como complemento da medicação antiparkinsónica habitual? Explica a Bial que ocorrem quando a medicação se torna insuficiente ao longo do dia, levando ao reaparecimento de sintomas, que podem ser motores (como rigidez, tremor e dificuldade de locomoção) ou outros que afetem a atividade diária e a autonomia dos pacientes, visando este tipo de terapêuticas on-demand aliviar estes sintomas.

“Apesar dos contínuos avanços no tratamento da doença de Parkinson, ainda não é possível garantir que os doentes com flutuações motoras não apresentem momentos de bloqueio (off). Desta forma, a disponibilização de um medicamento de fácil administração, que permita melhorar os doentes rapidamente (on), é de fundamental importância. Aguardamos assim com grande expectativa a chegada deste novo medicamento, que oferecerá aos doentes mais autonomia e independência na gestão da sua doença”, comenta Joaquim Ferreira, Professor de Neurologia e Farmacologia Clínica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

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Bancos cortam juros dos depósitos pelo 14.º mês seguido

Remunerações das novas aplicações a prazo desceram para 1,83%. Bancos continuam a cortar juros dos depósitos apesar dos avisos do governador Mário Centeno.

Os bancos continuam a cortar os juros dos depósitos. A taxa média das novas aplicações baixou em fevereiro para os 1,83%, menos 0,15 pontos percentuais em relação a janeiro. Foi o 14.º mês seguido de quedas e isto apesar dos avisos do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.

Com esta nova descida, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares caiu para o valor mais baixo desde julho de 2023, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Na Zona Euro, em apenas quatro países os bancos pagam menos pelas poupanças das famílias.

Juros dos depósitos em queda

Fonte: Banco de Portugal

A redução dos juros dos depósitos surge num quadro de alívio geral das taxas do Banco Central Europeu (BCE), depois da escalada nos últimos anos para travar as pressões inflacionistas. Mas no caso de Portugal o tema tem motivado muitas críticas em relação à postura dos bancos, que foram mais lentos a subir e agora estão a ser mais rápidos no ajustamento em baixa.

Mário Centeno tem sido uma das vozes mais críticas. Há um mês o governador do Banco de Portugal considerou que “não era compreensível” os bancos pagarem tão pouco pelas poupanças das famílias quando conseguem obter uma remuneração superior nos fundos que depositam junto do banco central. “É uma responsabilidade social da banca gerir as poupanças dos portugueses, gestão que é feita com base no sistema que depende da confiança e foi a falta de confiança que nos trouxe às anteriores crises anteriores. Não podemos pôr em causa nunca essa confiança”, avisou.

Do lado dos bancos, argumenta-se que se trata de um tema de concorrência. Há muita liquidez no sistema, mais do que aquela que os bancos conseguem alocar na economia sob a forma de empréstimos às famílias e empresas, razão pela qual não se sentem compelidos a oferecerem taxas melhores nos depósitos.

Também argumentam que mesmo com os juros em baixa, continuam a captar depósitos. Isso é verdade. Os dados do supervisor mostram que as famílias portuguesas aplicaram 11,7 mil milhões de euros em depósitos a prazo em fevereiro, embora menos 1,4 mil milhões em relação ao mês anterior.

Em comparação com a Zona Euro, onde a média se situou nos 2,22%, Portugal tem a quinta pior remuneração dos depósitos. No Chipre, Grécia, Eslovénia e Croácia os bancos pagam ainda menos do que na banca portuguesa.

No que toca aos depósitos de empresas, a remuneração média das novas aplicações a prazo baixou do 2,44% em janeiro para 2,29% em fevereiro, com as novas operações a totalizarem os 8,73 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h31)

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CEO da La Redoute em Espanha assume liderança da marca em Portugal

Paulo Pinto, desde 2007 na liderança do retalhista online, "parte agora para novos desafios". O CEO de Espanha da La Redoute, Damien Poelhekke, assume liderança ibérica.

Paulo PInto liderava desde 2007 a La Redoute Portugal.DR

Depois de quase duas décadas, a liderança da La Redoute Portugal vai mudar. Paulo Pinto, até aqui CEO, parte para “novos desafios” e Damien Poelhekke, CEO da La Redoute Espanha, assume a liderança da marca francesa no mercado ibérico.

“Depois de 33 anos na La Redoute Portugal e, desde 2007, a assumir a liderança do mercado nacional enquanto CEO, Paulo Pinto parte agora para novos desafios. Damien Poelhekke, CEO da La Redoute Espanha, vai assumir a liderança do mercado ibérico”, adianta fonte oficial da empresa ao ECO.

O novo responsável pela filial portuguesa da empresa de vendas online “dará seguimento ao trabalho de sucesso desenvolvido pelo Paulo ao longo de três décadas, conduzindo uma marca internacional com muita história e cada vez mais moderna e orientada para o futuro”, refere a mesma fonte.

Damien Poelhekke, CEO da La Redoute Espanha e Portugal

Presente no mercado nacional desde 1988, altura em que vendia produtos em catálogo, hoje a marca francesa, detida pelas Galerias Lafayette, aposta no canal online tendo ampliado a sua categoria de produtos para lá da moda, com a criação, em 2014, da marca La Redoute Intérieurs.

No passado, a marca chegou a abrir pop up stores em Lisboa e no Porto. “A loja de Leiria, que é um outlet, irá fechar em final de maio”, refere fonte oficial quando questionada sobre os espaços físicos de retalho da marca. Em Portugal, a empresa emprega, direta e indiretamente, cerca de 200 pessoas.

Desde 2007, Paulo Pinto liderava a companhia no mercado português. “Se alguém me tivesse dito naquela altura que passaria tanto tempo à frente da filial portuguesa, teria achado impossível. E, ainda mais, alcançar sucessos muitas vezes improváveis, como: transformar uma marca icónica, símbolo do famoso catálogo, em um verdadeiro player digital, através de uma transformação digital inovadora para a época”, diz Paulo Pinto numa publicação no LinkedIn.

Na mesma publicação na rede profissional, Paulo Pinto destaca ainda do percurso à frente da empresa a transformação do “modelo de negócio da marca, que tradicionalmente vendia têxtil, e torná-la um protagonista no mercado de casa, tanto no B2C quanto no B2B, com 75% das vendas atualmente nessas categorias“; bem como a implementação de “serviços partilhados nas áreas de informática e contabilidade, com cerca de 150 pessoas, quando, no início, sugeriram mudar os escritórios para Lisboa”.

O novo responsável pelo mercado português, Damien Poelhekke assumiu em 2023 como CEO da divisão da La Redoute em Espanha, tendo no seu percurso cargos de desenvolvimento de negócio na Zalando e como diretor-geral da Made.com.

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Portugal lidera crescimento de Branded Residences na Europa

  • Rita Ibérico Nogueira
  • 2 Abril 2025

Portugal destaca-se no setor Branded Residential, com 15 novos projetos a nascer até 2031. Lisboa, Algarve e Comporta lideram, enquanto marcas 'non-hotel' reforçam a diversidade do mercado.

As Branded Residences chegaram e estão a invadir o mercado. Mais do que uma tendência passageira, estes empreendimentos consolidam-se como um novo padrão no mercado imobiliário. Nos próximos cinco anos, Portugal será o país da Europa com o maior pipeline de Branded Residences, consolidando-se como um dos mercados mais dinâmicos neste segmento. De acordo com o estudo Branded Residences: Portugal Snapshot 2025, da Savills Global Residential Development Consultancy, estão previstos 15 novos projetos, que adicionarão mais de 1.200 unidades ao mercado português até 2031.

A tendência global das Branded Residences – empreendimentos residenciais associados a marcas de luxo, muitas vezes ligadas à hotelaria – tem-se expandido rapidamente, combinando exclusividade, serviços premium e um lifestyle altamente sofisticado. Portugal destaca-se neste cenário, impulsionado pela forte procura internacional e pelo apelo do seu estilo de vida costeiro.

 

Atualmente, o país já conta com 11 projetos concluídos, dos quais 72% são resorts. O Algarve e Lisboa continuam a ser os polos de maior crescimento, com sete novos empreendimentos na região algarvia (800 unidades) e quatro na capital (174 unidades). No entanto, outras regiões começam a emergir, como a Comporta, apontada como o próximo grande destino de luxo.

As Branded Residences Karl Lagerfeld estão a chegar a Lisboa

 

Portugal no contexto europeu
No panorama europeu, o setor de Branded Residences deve crescer 180% até 2031. Em 2024, a Europa foi o terceiro mercado mais ativo, atrás da América do Norte e da Ásia-Pacífico, representando 18% da rede global. Portugal destaca-se por apresentar projetos de maior dimensão em comparação com outros países da região. Enquanto Espanha prevê um total de 1.300 unidades até 2031, Portugal deverá ultrapassar as 2.300 unidades.

Lisboa, em particular, já ocupa o segundo lugar na Europa em número de projetos urbanos, apenas atrás de Londres. Este facto evidencia a crescente atratividade da capital portuguesa tanto para investidores como para residentes internacionais.

O crescimento das marcas ‘non-hotel’
Embora a hotelaria de luxo continue a dominar o setor, há um novo movimento que começa a ganhar força: as Branded Residences associadas a marcas fora do setor hoteleiro. Atualmente, estas representam 21% do mercado global, sendo mais comuns em localizações urbanas. Portugal já começa a refletir esta tendência, com os projetos da Karl Lagerfeld e do YOO Studio, ambos em Lisboa, que competem pelo título de primeiro empreendimento português sob uma marca ‘non-hotel’.

Hotel de luxo com 58 residências Six Senses abre em 2028 em Melides

 

Segundo Paula Sequeira, Head of Consultancy & Valuation da Savills, além de Lisboa e Algarve, o Porto surge como outro destino emergente para este tipo de desenvolvimento. A cidade está a consolidar-se como um hub internacional para negócios, turismo e novos residentes, criando oportunidades para novos projetos.

Para Louis Keighley, Head of Development Advisory da Savills, a diversidade de promotores e marcas que entram no mercado nacional reforça a confiança dos investidores. O crescimento do setor em Portugal acompanha uma tendência global de exclusividade e lifestyle de luxo, consolidando o país como um dos mercados mais relevantes para o futuro das Branded Residences.

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Portugal apresenta o primeiro avião civil-militar no Brasil

  • Lusa
  • 2 Abril 2025

LUS-222 é um bimotor de asa alta com porta de carga traseira projetado pelo CEiiA, a Força Aérea Portuguesa e a empresa Geosat. É a primeira aeronave projetada e fabricada em Portugal.

Representantes da CTI Aeroespacial, incluindo militares da Força Aérea Portuguesa e da empresa Aircraft and Maintenance, apresentaram a aeronave LUS-222, no Brasil, durante a feira LAAD Defense & Security, realizada no Rio de Janeiro.

O LUS-222 é um bimotor de asa alta com porta de carga traseira projetado pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), a Força Aérea Portuguesa e a empresa Geosat, primeira aeronave projetada e fabricada em Portugal, que deverá realizar o primeiro voo em 2028.

Os desenvolvedores do projeto preveem que o avião terá a capacidade de transportar 19 passageiros ou até duas toneladas de carga, podendo atuar em missões militares, missões de busca e salvamento e também na aviação comercial regional. A aeronave terá um alcance de até 2.100 quilómetros e poderá atingir velocidade de até 370 quilómetros por hora.

Foto: CeiiaCEIIA

João Cartaxo Alves, chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, disse à Lusa que a aeronave foi projetada inicialmente transporte civil regional, mas com a adesão da Força Aérea houve o desenvolvimento de capacidades e perspetivas para missões militares.

“A Força Aérea se juntou ao projeto por ver as necessidades [do mercado] e também por poder adaptar a aeronave para cumprir determinadas missões fundamentais, nomeadamente, desde logo, o apoio à preservação da vida em evacuações aeromédicas, em busca e salvamento, em transporte e carga, lançamento de carga para sítios em que haja necessidade e que haja impossibilidade de aterrar”, explicou Cartaxo Alves.

“É para isso que a Força Aérea se juntou a este projeto para desenvolver esta característica do ‘dual-use’ civil e militar e é nisso que estamos a desenvolver este projeto”, acrescentou.

O projeto do LUS-222 conta com investimentos de 220 milhões de euros, que incluem a construção de uma fábrica em Ponte de Sor, capaz de produzir 12 aviões por ano num turno e 20 aviões por ano em dois turnos.

O projeto é financiado por fundos públicos nacionais e europeus, através do apoio do Governo português, por capitais próprios dos acionistas da empresa e fundos de investimento privados.

Miguel Braga, administrador da Aircraft and Maintenance, empresa que está a desenvolver e que vai construir, industrializar e comercializar o avião, apontou que a aeronave portuguesa tem um trem de poiso fixo e pode aterrar em pistas não preparadas, não pavimentadas e muito curtas e, portanto, o Brasil é um bom mercado para sua comercialização.

“Porquê o Brasil? Por duas razões principais. Uma, é público que a Força Aérea Brasileira quer substituir a aeronave Bandeirantes, que continua a operar, mas que já não se fabrica e o Brasil tem mais de 60 aviões Bandeirantes hoje em operação que vão terminar o seu tempo de vida”, afirmou Braga.

“Portanto, o Luz 222 apresenta-se como uma das soluções para a Força Aérea Brasileira substituir a sua frota de aviões do mesmo segmento que já vão deixar de voar”, acrescentou.

Falando sobre a parceria entre Brasil e Portugal no segmento de Defesa e Aviação, que vai além da aeronave apresentada na maior feira de Defesa da América Latina no Rio de Janeiro, Cartaxo Alves classificou a relação entre os países de “virtuosa e fundamental”.

“Nessas parcerias ao nível da aeronáutica aeroespacial, desde logo, vemos o caso do KC-390 da Embraer. A Força Aérea Portuguesa, depois a seguir, veio ajudar também no desenvolvimento de algumas capacidades do Supertucano [da Embraer]”, lembrou o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.

“E, agora, vemos aqui também uma parceria muito interessante entre capacidades de Portugal e do Brasil, nomeadamente a conceção, o pensamento e o desenvolvimento de uma aeronave totalmente portuguesa, mas também com a Akaer, uma empresa brasileira, que vai desenhar estruturas das aeronaves, as asas, a fuselagem, e portanto há uma parceria virtuosa”, concluiu.

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TAP recorre ao Constitucional para travar indemnizações a tripulantes

  • ECO
  • 2 Abril 2025

Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil emitiu um comunicado interno em que considera a decisão da TAP "mais uma manobra dilatória".

A TAP recorreu para o Tribunal Constitucional da decisão do Supremo Tribunal de Justiça que obriga a companhia aérea a indemnizar os tripulantes que não foram devidamente enquadrados na tabela salarial da carreira ou foram dispensados ilegalmente, noticia o Jornal de Negócios.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) diz que estão em causa cerca de 2.000 tripulantes com contratos irregulares, celebrados entre 2005 e 2024, que poderão recorrer ao tribunal. O presidente da estrutura sindical afirmou recentemente que já tem 700 processos de reintegração e indemnização para avançar. A TAP provisionou 41 milhões de euros nas contas de 2024 para fazer aos possíveis custos com estas ações.

Ainda segundo o mesmo jornal, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) emitiu um comunicado interno em que sustenta que “lamentavelmente a TAP decidiu inventar mais uma manobra dilatória no processo visando, ‘empurrar com a barriga’ e atrasar o trânsito em julgado da decisão que a condena a regularizar a situação de centenas de tripulantes”.

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Ferro Rodrigues acusa Montenegro de “ultrapassar alguns limites constitucionais” do Governo de gestão

  • ECO
  • 2 Abril 2025

Em entrevista à Antena 1, o antigo líder socialista acusa ainda o primeiro-ministro de "ser muito plástico na forma como encara as câmaras”.

O ex-presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues acusa Luís Montenegro de “ultrapassar alguns limites constitucionais impostos ao Governo de gestão”, como é o caso de inaugurações. Em entrevista ao programa Política com Assinatura da Antena 1, o antigo líder socialista critica o primeiro-ministro por “ser muito plástico na forma como encara as câmaras”, depois de o chefe do Governo ter dito que está a ser alvo de uma “flagrante e inconcebível campanha de desinformação e manipulação de factos” sobre o parecer que fez em Espinho enquanto advogado.

O histórico do PS defende que “muito se teria poupado” se o Procurador-Geral da República tivesse “atempadamente feito um comunicado dizendo que não há nada, nenhuma suspeita, nenhum indício contra Luís Montenegro”, acrescentando que a situação poderia ter ficado “mais clara” se também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tivesse agido como agiu no momento das buscas à residência oficial do então primeiro-ministro António Costa em novembro de 2023. Ferro Rodrigues culpa ainda Aguiar-Branco pela crise do regime democrático e pelo funcionamento do Parlamento.

Com o país a caminho de novas eleições, o ex-presidente do Parlamento considera que tudo pode acontecer. “O cenário catastrófico seria o PSD ter uma aliança com o Chega“, aponta. Porém, também se mostra preocupado com uma maioria absoluta social-democrata, porque entende que o PSD “dialoga pouco” e “tem poucos hábitos de debate e de diálogo construtivo e democrático”, além de impor a lei do mais forte. Quando o ainda líder do Governo diz que daqui a sete semanas a situação vai estar resolvida, “como, como é que vai estar resolvida?”, pergunta Ferro Rodrigues.

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“Uma empresa é tão forte quanto a qualidade das relações que constrói com os seus colaboradores”

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  • 2 Abril 2025

Depois de ver a sua empresa nos Best WorkplacesTM 2025, Duarte Gomes, Chief Data & Analytics Officer da JTA - The Data Scientists, garante que perceber o que os colaboradores sentem é essencial.

Vencedora na categoria de empresas de até 50 colaboradores da iniciativa da Great Place To Work®, que este ano assinalou o seu 25º aniversário, a JTA é uma equipa de Data Scientists, Matemáticos e Engenheiros, com sede na cidade do Porto. Apresentando-se como “dinâmica e em crescimento”, a empresa tem como drive “guiar, inspirar e apoiar os seus clientes, qualquer que seja a sua indústria, a desbloquear um valor significativo tanto dos seus dados de origem interna como externa”.

No rescaldo do evento de apresentação dos Best WorkplacesTM, realizado a 26 de março, em Lisboa, Duarte Gomes, Chief Data & Analytics Officer da JTA -The Data Scientists (empresa fundada em Londres, em 1999) partilha alguns pormenores sobre a empresa e revela alguns detalhes que a fizeram ser uma das eleitas dos Best WorkplacesTM 2025.

Com uma equipa de 46 colaboradores, a maioria dos quais com presença na empresa há mais de dois anos, esta microempresa do setor das TI faz ponto de honra em acompanhar e compreender o que os colaboradores pensam e sentem, como forma de responder às expectativas das equipas. “Acreditamos que uma empresa é tão forte quanto a qualidade das relações que constrói com os seus colaboradores. Compreender o que os nossos colaboradores pensam e sentem não é apenas importante – é essencial. Isso é o ponto de partida para garantir que as decisões estratégicas estejam alinhadas com as necessidades reais da equipa. Investimos constantemente em canais abertos de comunicação, feedback frequente e momentos de escuta ativa, alguns dos quais com respostas anónimas. Algo que aprendemos ao longo da nossa jornada é que a missão da empresa só se mantém relevante se for sentida e também co-criada pelos colaboradores”, refere Duarte Gomes.

No contexto do estudo promovido pela Great Place to Work, que distingue as 50 melhores empresas para trabalhar em Portugal, vários participantes têm enaltecido as qualidades da iniciativa. Do incentivo à promoção de um ambiente profissional seguro e motivante, à preocupação em ver os colaboradores mais felizes, produtivos e comprometidos, passando pela promoção do hábito de auscultar permanentemente as equipas para poder agir conforme o seu feedback, muitas são as características que as empresas participantes vêm melhorar por via do desafio que lhes é colocado ao tomarem parte dos Best Workplaces.

Representantes da JTA no palco do evento Best Workplaces, no Convento do Beato

Para a JTA, há duas dimensões nas quais a empresa mais se revê: “Identificamo-nos especialmente com a promoção de um ambiente seguro e motivador e o hábito de auscultar continuamente as equipas. A nossa cultura é construída com base na confiança e na transparência. Acreditamos que, para que uma pessoa dê o seu melhor, precisa de se sentir valorizada, ouvida e respeitada — e é nisso que investimos todos os dias. Criar um espaço onde cada colaborador tem autonomia para crescer e contribuir faz parte do ADN da JTA”.

No entanto, será que é mesmo possível associar a performance das equipas aos seus níveis de felicidade? De acordo com o Chief Data & Analytics Officer da tecnológica, “completamente”. “A felicidade no trabalho é um catalisador de performance. Equipas felizes tendem a ser mais resilientes, comprometidas e criativas. Mas não se trata apenas disso. Acreditamos numa visão mais completa da experiência profissional: queremos que as pessoas na JTA sejam tecnicamente excelentes, realizadas profissionalmente e que sejam compensadas de forma justa. A performance emerge naturalmente quando esse equilíbrio está presente — quando as pessoas têm espaço para evoluir e sabem que o seu trabalho tem propósito”.

Um outro fator que “puxa” as empresas a participar em projetos como o Best Workplaces e a fazer parte dos rankings que daí resultam é a possibilidade de se posicionarem melhor na competição por talento, pelo simples facto de serem mais conhecidas no mercado como entidades que valorizam a cultura organizacional e que colocam os colaboradores em primeiro lugar. O responsável pela JTA diz que este reconhecimento mostra “de forma objetiva” que a empresa valoriza os seus colaboradores e a cultura que constroem juntos. “Em áreas como Data Science, onde o talento é escasso e muito disputado, ter uma cultura forte é uma das formas mais eficazes de atrair e reter profissionais de excelência. Mas mais do que isso, a nossa cultura não é uma estratégia de employer branding — é o reflexo genuíno da forma como escolhemos trabalhar”, referiu Duarte Gomes.

Falar-se de felicidade no trabalho não é novo, mas, culturalmente, muitos colaboradores de muitas empresas poderão sentir que se trata de algo de que fica bem falar, mas cuja implementação nem sempre se sente no dia-a-dia. A respeito deste fenómeno, Duarte Gomes é otimista e acredita que em Portugal há mais empresas a investirem no bem-estar e crescimento dos seus colaboradores por saberem que outras que já o fazem tendem a ter melhores resultados, algo que considera ser “um sinal muito positivo”. O responsável é da opinião de que se está a assistir “a uma mudança cultural no ecossistema empresarial português”, no qual “cada vez mais empresas percebem que cuidar das pessoas é uma decisão estratégica. Empresas que investem no bem-estar e no crescimento das suas equipas tendem a ser mais inovadoras, mais sustentáveis e mais bem-sucedidas a longo prazo. E isso tem um efeito de contágio saudável no mercado”.

Poderá ser um estereótipo referir-se que as empresas de IT são maioritariamente formadas por equipas jovens – a avaliar pelos representantes da JTA que subiram ao palco do evento Best Workplaces, no Convento do Beato, pode ficar-se com essa ideia – e que esse fator pode facilitar a promoção de uma cultura de colaboração comparando com outros setores onde a média de idades é mais alta. Para Duarte Gomes, no entanto, esse não é um aspeto decisivo. “A idade pode influenciar certos aspetos da comunicação e da relação com a tecnologia, mas não é o fator determinante. O que realmente promove uma cultura de colaboração é a liderança, a segurança psicológica e a clareza de propósito. Já vimos equipas colaborativas e inspiradoras em todos os setores e faixas etárias. Na JTA, apostamos num modelo onde todos têm voz e é isso que constrói a verdadeira colaboração”, conclui.

Poderá conhecer um pouco melhor a JTA – The Data Scientists através do seu perfil, partilhado no site oficial da Great Place to Work (JTA – The Data Scientists | Great Place To Work® Portugal)

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