Descida do IRC do Governo garantida pelo voto a favor do Chega

Partido de André Ventura que ir mais longe e, por isso, deverá pedir uma reunião para propor a redução gradual da derrama estadual, um compromisso também plasmado no programa eleitoral da AD.

A descida do IRC em um ponto, de 20% para 19%, em 2026, proposta pelo Governo de Luís Montenegro, está garantida com a ajuda do Chega. O partido de André Ventura revelou ao ECO que irá votar favoravelmente a iniciativa, mas quer ir mais longe e, por isso, deverá pedir uma reunião ao Executivo para propor a redução gradual da derrama estadual, um compromisso que também está plasmado no programa eleitoral com que a Aliança Democrática (AD) – coligação PSD/CDS ganhou as legislativas de 18 de maio.

O Executivo aprova esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, uma proposta de lei a submeter à Assembleia da República que visa reduzir a taxa nominal do IRC em ponto percentual, de 20% para 19%, em 2026, com o objetivo de chegar a 17%, no final da legislatura, em 2029. Para os primeiros 50 mil euros de lucro tributável das micro, pequenas e médias empresas (PME), o imposto baixa igualmente um ponto, dos atuais 16% para 15%.

Apesar da “maioria maior” de 91 deputados, a AD precisa do apoio ou do Chega, com 60 parlamentares, ou do PS, com 58 lugares, para poder passar iniciativas legislativas, uma vez que não tem uma maioria absoluta de 116 cadeiras das 230 do hemiciclo. Tendo em conta que o PS se tem mostrado contra reduções transversais do IRC sem qualquer contrapartida do ponto de vista do reinvestimento ou da criação de postos de trabalho, resta o Chega para viabilizar o alívio fiscal.

O agora líder da oposição já sinalizou ao ECO que irá garantir a aprovação da iniciativa. “Viabilizaremos. O Chega apoia todas as medidas que impliquem a redução de impostos sobre as empresas e sobre as famílias”, segundo fonte oficial do partido.

Viabilizaremos. O Chega apoia todas as medidas que impliquem a redução de impostos sobre as empresas e sobre as famílias.

Partido Chega

Mas o Chega é mais ambicioso e, tal como no IRS, vai defender uma nova descida do imposto: “Iremos apresentar uma proposta que comprometa o Governo a reduzir de forma gradual a derrama estadual”. Neste sentido, “o Chega deverá propor uma reunião bilateral ao Governo em matéria de IRC, logo no início de setembro, para se definir logo o conteúdo da nova legislação”, sublinhou.

Ainda assim, esta não será uma “condição” para a aprovação da descida do IRC do Executivo, alertou. “Não condicionaremos a viabilização pela nossa proposta”, reforçou.

Para este ano, a redução de um ponto da taxa de IRC, de 21% para 20%, foi viabilizada com a abstenção de PS e Chega, cuja posição foi determinante para que a medida obtivesse luz verde. Na altura, o partido de André Ventura queria que o imposto baixasse dois pontos em vez de um, pelo que decidiu não votar favoravelmente.

Desta vez, e pese embora o seu programa seja mais audaz ao defender um alívio da taxa mais significativo até 15% em 2028 em vez dos 17% até 2029, proposto pelo Governo, o Chega vai aprovar a iniciativa do Executivo, votando a favor, o que garante logo a sua viabilização, dispensando entendimento algum com o PS.

Iremos apresentar uma proposta que comprometa o Governo a reduzir de forma gradual a derrama estadual. O Chega deverá propor uma reunião bilateral ao Governo em matéria de IRC, logo no início de setembro, para se definir logo o conteúdo da nova legislação.

Partido Chega

A proposta da AD – coligação PSD/CDS de redução transversal do IRC em três pontos percentuais, de 20% para 17%, e de descida da taxa de 16% para 15% nos primeiros 50 mil euros de lucro tributável, até ao final da legislatura, deverá custar cerca de mil milhões de euros, uma perda de receita que será suportada pelo crescimento económico e pela contenção da despesa corrente primária, segundo as contas do Governo.

Em entrevista ao ECO, Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, estimou que a descida de IRC concretizada através de uma redução de um ponto percentual ao ano terá um custo estimado entre 200 e 250 milhões de euros a cada ano.

O Chega vai insistir ainda na redução faseada da derrama estadual, que varia entre 3% e 9%, quando o lucro tributável é superior a 1,5 milhões de euros. A AD também tem proposta semelhante no programa, mas o ministro das Finanças já afastou esta medida em declarações ao ECO. “Diria que é muito difícil nos próximos anos isso acontecer, porque o nosso foco é reduzir a taxa de IRC”, afirmou na altura o governante.

Resta saber se, tal como no IRS, o Governo está disposto agora a ceder e a inscrever para mais tarde uma descida daquele tributo adicional ao IRC. De lembrar que, nas negociações para a viabilização da descida do IRS, a AD comprometeu-se a reduzir em mais 0,3 pontos percentuais as taxas entre o 2.º e 5.º escalões, como exigia o Chega.

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Tráfego de passageiros nos aeroportos nacionais cresce 4,8% no primeiro semestre

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

No acumulado dos primeiros seis meses do ano os aeroportos nacionais registaram um tráfego de 33,930 milhões de passageiros. Lisboa foi responsável por metade.

O tráfego de passageiros nos aeroportos nacionais aumentou 4,8% e os movimentos comerciais subiram 3,7% no primeiro semestre, abaixo dos crescimentos de 6,4% e 6,5%, respetivamente, em toda a rede da multinacional francesa Vinci.

Segundo dados avançados hoje pela Vinci, que em Portugal detém a ANA, no acumulado dos primeiros seis meses do ano os aeroportos nacionais registaram um tráfego de 33,93 milhões de passageiros, mais 4,8% do que no mesmo período de 2024.

O aeroporto de Lisboa registou o movimento de 17,23 milhões de passageiros no primeiro semestre (50,7% do total), uma subida homóloga de 3%, seguindo-se o do Porto (7,897 milhões; +5,5%) e o de Faro (4,620 milhões; +7%).

O maior crescimento face aos primeiros seis meses do ano passado observou-se no aeroporto da Madeira, com uma subida de 12% para 2,687 milhões de passageiros movimentados, e, por fim, nos Açores a ANA reportou um crescimento de 4,5% no tráfego de passageiros, para 1,499 milhões.

Já em termos de movimentos comerciais, os aeroportos geridos pela ANA registaram um aumento de 3,7% até final de junho, para 227.360, com o aeroporto de Lisboa também a liderar, mas com o aumento menos expressivo (+0,9% para 109.929 voos).

No Porto os voos comerciais aumentaram 4,5% para 51.502, em Faro a subida foi de 7,6% para 30.210, na Madeira mais 13% para 18.452 e nos Açores o crescimento foi de 3,6% para 17.116.

Em toda a rede Vinci — que gere também aeroportos no Reino Unido, França, Sérvia, Hungria, México, Estados Unidos (EUA), República Dominicana, Costa Rica, Chile, Brasil, Japão, Camboja e Cabo Verde — o tráfego de passageiros cresceu 6,4% no primeiro semestre, para um total de 159,229 milhões de passageiros movimentados.

Já o número de voos comerciais aumentou 6,5% em toda a rede, para um total de 1,258 milhões até ao final de junho.

“Este crescimento foi alimentado pelo aumento da capacidade das companhias aéreas, em particular das ‘low cost’ [baixo custo], enquanto as taxas de ocupação se mantiveram elevadas, refletindo a forte procura”, realçou a Vinci Airports, em comunicado.

A gestora de concessões aeroportuárias salientou também que as rotas de longo curso registaram o maior crescimento, “resultado da boa dinâmica no Japão, mas também da diversificação da rede de ‘hubs’ europeus (Lisboa, Edimburgo, Londres Gatwick)”.

“Registaram-se também boas tendências de tráfego em Portugal, onde muitas companhias aéreas aumentaram a sua oferta, enquanto os fatores de carga se mantiveram em níveis elevados (87%)”, apontou a Vinci.

Já o “abrandamento do tráfego aéreo nos Estados Unidos, devido ao clima económico mais incerto, está a ter um impacto negativo nos ‘hubs’ que dependem do tráfego americano de afinidade (VFR — ‘Visiting Friends and Relatives’) e de lazer”, como a Costa Rica e a República Dominicana, que estão a sofrer uma redução da oferta de voos da American Airlines, United e JetBlue, sublinhou.

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José Manuel Silva pede mais quatro anos para continuar a “acelerar” economia de Coimbra

José Manuel Silva, pela coligação "Juntos Somos Coimbra", recandidata-se a mais quatro anos à frente do município e conta com eurodeputada Lídia Pereira como candidata à Assembleia Municipal.

Coligação “Juntos Somos Coimbra”18 julho, 2025

O atual presidente da Câmara Municipal de Coimbra apela ao eleitorado que o reeleja por mais quatro anos de modo a dar continuidade ao trabalho feito até então numa cidade que, garante, “se está a transformar aceleradamente”. E de tal forma que, vinca José Manuel Silva, “está a caminho de se tornar o concelho com o maior ritmo de desenvolvimento sustentado e sustentável do país”. Se ganhar, o candidato promete mais habitação habitação social e de arrendamento acessível, fixar novas multinacionais, criando mais emprego, além de atrair mais talento jovem.

Eleito com maioria absoluta nas eleições de 2021 — o médico conta com a eurodeputada Lídia Pereira como candidata à presidência da Assembleia Municipal (AM) nas próximas autárquicas de 12 de outubro. Tem ainda como mandatário da candidatura, Paulo Mota Pinto, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; além da mandatária da juventude, a médica e influenciadora digital, Débora Monteiro.

Durante a apresentação da recandidatura pela coligação “Juntos Somos Coimbra” (PSD, CDS-PP, IL, Nós Cidadãos, PPM, Volt, MPT – Partido da Terra) às próximas autárquicas de 12 de outubro, nesta quinta-feira, José Manuel Silva comprometeu-se a construir 268 casas camarárias na Quinta das Bicas e a comprar o icónico edifício do Sousa Bastos para arrendamento acessível.

Porque estamos numa espiral positiva de desenvolvimento e de crescimento demográfico, não temos dúvidas que o povo de Coimbra nos irá conceder […] um novo mandato, para continuarmos o nosso trabalho por mais quatro anos”, apelou

José Manuel Silva

O cabeça de lista da coligação “Juntos Somos Coimbra” apontou ainda baterias para a “recuperação demográfica, sobretudo na faixa etária mais impactante para o futuro de Coimbra, entre os 25 e os 34 anos”, mediante a captação de mais talento e a criação de emprego com a fixação de mais multinacionais no concelho. Desde o início do atual mandato, instalaram-se em Coimbra seis grandes empresas internacionais: Airbus, Deloitte, PricewaterhouseCoopers (PwC), Constellation, Accenture e Génération. “A meio de 2025 já criaram 500 postos de trabalho qualificados, planeiam criar mais 200 até ao final do ano e no final de 2026 deverão atingir 1.000 postos de trabalho”, avança a coligação ao ECO/Local Online.

Durante a apresentação da coligação, o antigo bastonário da Ordem dos Médicos elencou mais algumas promessas: a aposta na linha de alta velocidade, “o investimento nas freguesias, a digitalização e aceleração dos processos da autarquia, a plantação de árvores em todas as caldeiras da cidade”. Este é “um programa que exige um período de oito anos de governação para os frutos serem fortemente visíveis para todos”, assinalou o atual autarca, apelando ao voto.

“Coimbra está a transformar-se aceleradamente, o que implica alguma dor, é verdade, mas a razão é investir num futuro muito melhor, numa cidade mais moderna e cosmopolita, com mais qualidade de vida, mais empresas e mais oportunidades para todos e todas”, frisou o candidato, convicto de que será reeleito para mais um mandato.

“Porque estamos numa espiral positiva de desenvolvimento e de crescimento demográfico, não temos dúvidas que o povo de Coimbra nos irá conceder aquilo que merecemos, mas, sobretudo, aquilo que Coimbra necessita, um novo mandato, para continuarmos o nosso trabalho por mais quatro anos”, apelou José Manuel Silva.

Em 2021, a coligação “Juntos Somos Coimbra” ganhou as eleições autárquicas com cerca de 44% dos votos, contra 32,6% do PS. Na altura, a nova configuração da coligação que foi a votos incluía os partidos RIR e Aliança – este último já extinto.

O atual autarca tem como adversária política do PS na corrida ao município a ex-ministra Ana Abrunhosa, pela coligação Avançar Coimbra. Também entram na corrida o vereador Francisco Queirós, pela CDU, o ex-deputado José Manuel Pureza, pelo Bloco de Esquerda, e Maria Lencastre Portugal, pelo Chega.

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RTP3 é o canal de informação com menor audiência mas mais constante

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

"Em 2025, o mês de maio foi quando a RTP3 atingiu o share mais elevado (desde 2021), resultado da cobertura da eleição do novo Papa e do conflito entre Israel e o Irão".

A RTP3 é dos quatro canais de informação aquele que regista menor audiência, embora a que a mantém mais constante ao longos dos anos, de acordo com uma análise da Universal McCann para a Lusa.

A audiência dos canais de informação RTP3, CNN Portugal, SIC Notícias e Now “está dependente dos acontecimentos que ocorrem, não só em Portugal, mas também no resto do mundo“, salienta a Universal McCann (UM), agência do grupo IPG Mediabrands.

Na análise à evolução das audiências desde 2021, “dos quatro canais de informação, a RTP3 é o canal que regista menor audiência, contudo é o canal que mantém uma audiência mais constante ao longo dos anos”, conclui a UM.

Durante este período, a RTP3 registou a menor audiência no dia 22 de maio de 2021, quando a audiência média foi de cerca de 6.000 telespetadores, o que correspondeu a um ‘share’ de 0,3%.

Em sentido inverso, a maior foi registada em 18 de maio deste ano, quando a audiência média foi de cerca de 41.000 telespetadores, o que correspondeu a um ‘share’ de 1,6%.

A UM explica porque em maio a RTP3 registou o ‘share’ mais elevado desde 2021. “Em 2025, o mês de maio foi quando a RTP3 atingiu o ‘share’ mais elevado (desde 2021), resultado da cobertura da eleição do novo Papa e do conflito entre Israel e o Irão“.

Em 2024 o canal de informação público tinha registado dois picos: “um em fevereiro, com os debates para as eleições legislativas, e em outubro/novembro, com a discussão do Orçamento do Estado”, destaca.

Um ano antes, em 2023, a cobertura das Jornadas da Juventude em Portugal “influenciou positivamente” as audiências do canal, acrescenta a UM.

Relativamente aos outros canais de informação, a Universal McCann aponta que “o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2023, provocou um pico de audiência na CNN Portugal e SIC Notícias” e que o canal Now “regista um crescimento constante da sua audiência desde o seu lançamento, em junho de 2024“.

Durante a audição parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na sequência de um requerimento do PS, o ex-diretor de informação de televisão da RTP António José Teixeira disse que as razões da sua demissão foram a necessidade de renovação e reestruturação.

Sobre as audiências da RTP3, o responsável salientou, por várias vezes, que “os resultados não se alteraram nos últimos três anos“. Contudo, isso “não quer dizer que estejamos satisfeitos com eles”, prosseguiu na altura, salientando que por essa razão estavam a ser feitos investimentos para a melhoria dos resultados e da oferta.

Num artigo de opinião no jornal Público, em 02 de julho, com o título “Em nome da verdade”, o jornalista fala sobre a RTP3.

Se a confiança, a qualidade e a independência não estão em causa, mesmo que todos os dias tenhamos de lutar por elas, parece estar apenas em causa a audiência de um só canal, a RTP3, que se diz continuar a afundar”, disse, no artigo.

“É falso. E não é uma questão de opinião. É factual. No presente trimestre está acima do período homólogo de 2024. Em 2024, teve o mesmo ‘share’ de 2023. Em 2024, os nossos concorrentes diretos perderam audiência, ao contrário da RTP3. Em resumo, nestes últimos três anos não houve quebra de audiência na RTP3. O ‘rating’ de 2024 até foi superior ao de 2023”, referiu António José Teixeira, que era diretor de informação da RTP há mais de cinco anos, tendo sido indigitado para o cargo em 07 de janeiro de 2020.

O jornalista foi informado da sua exoneração no dia 23 de junho. Entretanto, o presidente da RTP, Nicolau Santos, tem defendido que é preciso fazer algo na RTP3.

Já em 18 de junho de 2024, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, defendeu a necessidade de refundar a RTP2, considerando que estava a perder terreno face à concorrência. O objetivo é “uma refundação da RTP3”, afirmou na altura o gestor. No caso da RTP3, “temos um problema”, porque “efetivamente estamos a concorrer com outros canais e estamos a perder”, referiu, há mais de um ano, o gestor.

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Lucro dos bancos russos disparam 32,4% mesmo sob sanções

A banca russa desafia as sanções europeias com lucros recordes em junho e caminham para mais um ano recorde de resultados, apesar de vários problemas estruturais da economia nacional.

Os bancos russos fecharam junho com lucros de 392 mil milhões de rublos (cerca de 4,26 mil milhões de euros), segundo dados publicados esta sexta-feira pelo Banco Central da Rússia. Trata-se de um aumento de 32,4% face aos números registados em maio, que surge numa altura em que a União Europeia aprovou o 18.º pacote de sanções contra a Rússia, considerado “um dos maiores até hoje”.

Os números divulgados pelo regulador russo liderado por Elvira Nabiulina revelam ainda uma rendibilidade dos capitais próprios de 24,5% em junho (face a 18,9% em maio) e que os bancos acumularam nos primeiros seis meses do ano lucros combinados de 1,7 biliões de rublos (cerca de 18,5 mil milhões de euros), igualando o resultado obtido no mesmo período do ano passado, abrindo caminho para mais um ano recorde, prolongando a tendência de crescimento observada desde 2023, quando os bancos russos registaram lucros de 3,3 biliões de rublos.

O banco central russo justifica que grande parte do crescimento dos lucros em junho foi alcançada por conta de “uma recuperação pontual de grandes provisões para outras responsabilidades” e ainda pela reavaliação de obrigações do Tesouro (cerca de 30 mil milhões de rublos) e dividendos de empresas subsidiárias (aproximadamente 33 mil milhões de rublos). Isto faz com que o lucro dos bancos, descontando estas situações pontuais, tenha diminuído para 125 mil milhões de rublos (cerca de 1,4 mil milhões de euros), cerca de metade dos 250 mil milhões de rublos em maio.

Apesar dos lucros recordes em junho, a sustentabilidade do setor bancário russo enfrenta desafios significativos. O 18.º pacote de sanções de Bruxelas, aprovado esta sexta-feira, introduz medidas adicionais que visam “atingir o coração da máquina de guerra” da Rússia.

Em maio, o Centro de Análise Macroeconómica e Previsão de Curto Prazo (CMASF) — um think tank afiliado ao Estado russo –, advertiu que a probabilidade de uma crise bancária sistémica na Rússia estava a aumentar.

As novas sanções europeias incluem a proibição de transações com 22 bancos russos e a transformação do teto de preços do petróleo russo de 60 dólares por barril numa fórmula dinâmica que se manterá 15% abaixo do preço médio de mercado.

Kaja Kallas, a chefe da diplomacia europeia, confirmou que um “teto de preços do petróleo mais baixo” está incluído nas medidas recém-estabelecidas, destacando que pela primeira vez o bloco sancionou a maior refinaria da Rosneft na Índia. A nova fórmula começará em 47,6 dólares por barril, podendo ser ajustada conforme as mudanças nos preços do petróleo.

Em fevereiro, o Banco Central da Rússia colocou a sua previsão para os lucros do setor bancário em 2025 entre 3 biliões e 3,5 biliões de rublos (33 mil milhões e 39 mil milhões de euros), notando ainda que não havia “pré-condições para alteração” desta estimativa. A governadora Elvira Nabiullina afirmou que “apesar dos desafios”, o setor bancário mantinha-se “estável e rentável”.

Vemos muitas empresas a começar a ter problemas com o serviço dos empréstimos, e o custo do risco e das provisões também está a subir para os bancos. [É uma situação que vai] manter-se até ao final do ano.

Herman Gref

CEO do Sberbank, o maior banco russo

Contudo, já em maio, o Centro de Análise Macroeconómica e Previsão de Curto Prazo (CMASF) — um think tank afiliado ao Estado russo –, advertiu que a probabilidade de uma crise bancária sistémica na Rússia estava a aumentar, identificando uma “ressonância” de sinais económicos negativos, como dívidas incobráveis em crescimento, indícios precoces de fuga de depositários e pressão crescente sobre empresas e consumidores devido às taxas de juro elevadas.

Herman Gref, CEO do Sberbank, o maior banco russo controlado em 60% pelo Banco Central da Rússia, também antecipa um abrandamento dos lucros dos bancos este ano. “Vemos muitas empresas a começar a ter problemas com o serviço dos empréstimos, e o custo do risco e das provisões também está a subir para os bancos”, referiu o banqueiro, sublinhando que esta situação deverá “manter-se até ao final do ano”, mas que não vê “sinais fundamentais de que ocorrerá uma crise bancária”.

A banca russa tem beneficiado de um ambiente de taxas de juro elevadas, que se encontra atualmente nos 20% após a redução de 100 pontos base em junho desde o máximo histórico de 21%, que têm sustentado as margens de lucro dos bancos. Contudo, estas taxas elevadas também criam pressões sobre as empresas e famílias, aumentando o risco de incumprimento.

O número de bancos operacionais na Rússia continua a diminuir, com projeções de menos de 300 instituições até ao final de 2025, devido ao aumento de fusões e aquisições e a um quadro regulamentar mais apertado desde o início deste ano. Esta consolidação, embora reduza a concorrência, pode fortalecer a estabilidade do setor a longo prazo.

A forte subida dos lucros dos bancos em junho, embora significativo, ocorre num contexto de crescente pressão internacional e de incerteza económica. Enquanto os lucros recordes demonstram a capacidade de adaptação do setor, as questões sobre a sustentabilidade a longo prazo permanecem em aberto, especialmente com o agravamento das sanções europeias e os desafios estruturais da economia russa.

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Proença de Carvalho assessora Crest Capital Partners na venda do Grupo Queijos Tavares à Lactalis

A equipa da Proença de Carvalho envolvida na operação foi liderada pelo sócio André Matias de Almeida e a coordenação a ficou a cargo do associado da área de M&A Miguel Almeida Simões.

A Proença de Carvalho assessorou a Crest Capital Partners em todo o processo de alienação do Grupo Queijos Tavares à multinacional francesa Lactalis.

A equipa da Proença de Carvalho envolvida na operação foi liderada pelo sócio André Matias de Almeida e a coordenação a ficou a cargo do associado da área de M&A Miguel Almeida Simões. A equipa contou ainda com a participação das sócias Bárbara Schürmann e Filipa Loureiro, bem como dos advogados Gonçalo Poejo Grilo, Mariana Castro Pereira e Igor Amarii.

Acompanhámos este grupo português ao longo de várias fases do seu crescimento e foi especialmente gratificante poder assessorá-lo num momento tão decisivo como este”, referem em comunicado André Matias de Almeida e Miguel Almeida Simões.

O Grupo Queijos Tavares é um grupo produtor de queijos de vaca, ovelha e cabra, sendo proprietário das marcas Seia do Tavares, Serras de Penela, Damar e Monte da Soalheira. A Lactalis é uma multinacional de origem francesa que detém marcas como a Parmalat, Ucal ou Santal.

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Militares do Exército são vigilantes e protetores da floresta no verão

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

250 militares do Exército empenhados na vigilância e deteção de incêndios em florestas de norte a sul do país e na Região Autónoma da Madeira.

A missão de vigiar a floresta para detetar incêndios envolve diária e permanentemente, durante o verão, 250 militares do Exército, um trabalho que visa ainda dissuadir maus comportamentos e sensibilizar as populações.

De acordo com dados do Exército, são 35 as patrulhas empenhadas na vigilância e deteção de incêndios em florestas de norte a sul do país e na Região Autónoma da Madeira.

“Os nossos militares fazem vigilância e fazem, sobretudo também, presença dissuasora”, afirmou o coronel de infantaria Manuel Cavaco, comandante do Regimento de Infantaria 19 (RI19), em Chaves, distrito de Vila Real.

Diariamente, entre 01 de julho e 30 de setembro, uma patrulha sai do RI19 em direção ao concelho de Boticas com a missão de vigiar a mancha florestal que é principalmente constituída por pinheiro bravo.

A agência Lusa acompanhou o percurso feito pelo tenente Eduardo Serra, comandante da patrulha, e o cabo José Gomes (condutor) neste concelho do norte do distrito de Vila Real. No total, o RI19 empenha 30 militares nestas patrulhas.

“A nossa principal missão é controlar qualquer foco de incêndio ou qualquer possível ameaça, ou seja, pessoas que possam estar a gerar um incêndio e, depois, avisar as autoridades competentes quando avistamos algo do género”, afirmou o tenente.

Na viatura todo-o-terreno seguem dois militares, o percurso prolonga-se das 14:00 às 21:00, é aleatório e delineado de acordo com as condições meteorológicas e o risco de incêndio para o dia.

Antes, é preparado o material, como binóculos, rádios e documentação de controlo e registos, e são verificadas as condições da viatura militar, quer seja a pressão dos pneus ou níveis de óleo e combustível.

O percurso acompanhado pela Lusa começou em Boticas, passou por Fiães do Tâmega, Curros e Veral. O itinerário é sempre circular, passa ainda por pontos baixos e altos, como miradouros onde é possível ter uma visão mais ampla, e zonas com maior risco.

“Sempre que passamos em localidades estabelecemos contacto com a população, perguntamos se está tudo bem, se não há nada fora do normal”, explicou Eduardo Serra, que realçou que estas patrulhas dão um grande contributo na prevenção dos incêndios.

Assim, acrescentou, “há sempre mais alguém no terreno a vigiar”.

Esta ação acontece no âmbito de um protocolo assinado entre o Exército e a Câmara de Boticas. No país estão em vigor protocolos ainda com os municípios de Tavira, São Brás Alportel, Monchique, Loulé, Sintra, Viana do Castelo, Braga e Mafra, no âmbito dos quais são empenhadas diariamente nove patrulhas dos diferentes regimentos do Exército.

“Nestes anos em que temos protocolo com Boticas tem havido um registo residual de ignições. Ou seja, é benéfico para a população ter a tropa a fazer vigilância e dissuasão”, afirmou o comandante Manuel Cavaco.

O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, realçou que a presença das Forças Armadas no concelho “reforça a vigilância e a proteção da floresta, que é um dos maiores recursos” do concelho.

“O facto de circularem e de se mostrarem no terreno também funciona como um meio dissuasor de algum prevaricador que queira fazer alguma asneira”, acrescentou o autarca.

Guilherme Pires apontou aos “bons resultados” alcançados com esta colaboração e explicou que, quanto as ignições são rapidamente detetadas, o combate é mais rápido e os fogos não atingem as proporções que poderiam atingir se a vigilância não fosse tão reforçada.

Em 2024, segundo o coronel Manuel Cavaco, as patrulhas em Boticas fizeram 13.300 quilómetros de percursos de vigilância e a área coberta foi de 320 quilómetros quadrados, números que prevê que se repitam em 2025.

Para além dos protocolos com os municípios, o Exército empenha ainda diariamente 16 patrulhas para vigilância e deteção no âmbito do protocolo Faunos, celebrado entre as Forças Armadas e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Já de acordo com o plano de apoio militar de emergência do Exército, integrado no apoio das Forças Armadas à Proteção Civil, o Exército disponibiliza 10 patrulhas para vigilância e deteção.

No entanto, pode ainda mobilizar para todo o país diferentes recursos, desde destacamentos de engenharia ou módulos de intervenção em rescaldo e vigilância pós-incêndio, de alimentação, alojamento, recuperação de viaturas, transporte de pessoal, transporte e carga, reabastecimento de combustíveis e psicologia.

Depois, ao longo do ano, promove ações de formação, para capacitar os seus militares nas operações de apoio ao combate aos incêndios rurais.

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Worten constrói maior plataforma logística do país em Castanheira do Ribatejo

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

Intitulada de Worten Orders Park, a nova plataforma vai permitir "ganhos de eficiência e capacidade de resposta" à Worten, com inauguração prevista para 2028.

A Worten vai construir o maior centro logístico de Portugal, em Castanheira do Ribatejo, que trará “ganhos de eficiência” e permitirá criar novos postos de trabalho, com inauguração prevista para 2028.

Segundo indicou Pedro Chainho, Head of Supply Chain da Worten, à Lusa, esta plataforma, apelidada de Worten Orders Park, surge numa altura “desafiante” na logística, com um aumento na complexidade da operação, nomeadamente com a gestão de várias geografias, e vai permitir “ganhos de eficiência e capacidade de resposta”.

A construção começa esta sexta-feira e decorrerá ao longo dos próximos dois anos, em parceria com a Merlin Properties, que é proprietária e será responsável pela construção, estando prevista a “transição de todas as pessoas e equipamentos para o novo centro com dimensão maior”.

Este novo local terá 350 pessoas a trabalhar de forma regular, quando estiver finalizado, número que será mais elevado nos picos de procura, nomeadamente no verão, Natal e Black Friday.

Além disso, está também prevista a criação de tipos de posto de trabalho diferentes, nomeadamente relacionados com a área tecnológica desta nova plataforma.

“Há muito engenheiro aqui, muitas áreas de engenharia, há muitas áreas de fluxos de processos, e portanto também torna o local mais atrativo para trabalhar porque passa a ser uma logística diferente e menos monótona e portanto há uma criação de valor para o tipo de colaboradores que passam a trabalhar no Orders Park”, apontou Pedro Chainho.

Estão também previstos investimentos na inovação tecnológica, nomeadamente com a aposta num sorter, uma máquina que permite uma automatização e classificação e separação das encomendas, que pode chegar até às 10 mil encomendas por hora, com o objetivo de entregar mais rápido.

A empresa tem em vista que seja possível que os clientes encomendem “até o mais tarde possível”, ou seja, que os clientes encomendem até à meia-noite e no dia a seguir estejam a receber o artigo em casa, no escritório, onde seja, adiantou.

Estão assim a “investir muito aqui”, sinalizou o responsável, ainda que sem adiantar valores, assegurando no entanto que “vai haver bastante investimento que vai ser diferenciador”.

Esta plataforma vai abastecer todas as lojas de retalho do país, bem como Espanha, tanto continental como Canárias, e o negócio internacional, nas geografias onde a marca já está presente.

No que toca à sustentabilidade, será “instalada uma estrutura renovável solar para minimizar o impacto das operações logísticas, sistemas de reaproveitamento de água e melhorar também o conforto térmico das equipas”.

O Worten Orders Park terá 115.000 metros quadrados, que serão ocupados pela Worten por fases, com a inauguração da infraestrutura prevista para 2028.

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Cabeça de lista do PAN por Santarém sai da direção e desfilia-se do partido

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

Cabeça de lista do PAN por Santarém nas últimas legislativas, Vera Matos desfilia-se do partido por considerar que não é "uma mais-valia" para o PAN.

A cabeça de lista do PAN por Santarém nas últimas legislativas, Vera Matos, apresentou a sua demissão da Comissão Política Nacional e desfiliou-se do partido, sendo a sexta saída da direção desde maio.

A dirigente integrava a Comissão Política Nacional — órgão máximo da direção entre congressos — eleita pela lista da porta-voz, Inês de Sousa Real, e a sua decisão foi transmitida ao partido no início da semana.

Vera Matos, na comunicação da decisão ao partido, a que a Lusa teve acesso, explica que se desfilia por considerar que não é “uma mais-valia” para o PAN.

“Neste momento, não acrescento mais valor e despeço-me de todos. A quem sempre me tratou com respeito e consideração, só posso agradecer por toda a experiência que levo daqui. Que alcancem tudo aquilo que sejam os vossos objetivos pessoais, profissionais e que sejam felizes, acima de tudo”, lê-se na mesma mensagem. Contactada pela Lusa, Vera Matos não quis prestar quaisquer declarações sobre esta decisão.

Esta é a sexta demissão do partido liderado por Inês de Sousa Real desde as eleições legislativas de 18 de maio. A última conhecida foi a de Carlos Macedo que, no sábado, anunciou, além da demissão, a desfiliação do partido, que acusou de estar “sem rumo, completamente à deriva” e com a liberdade de opinião interna ferida.

Neste momento, não acrescento mais valor e despeço-me de todos.

Vera Matos

Cabeça de lista do PAN por Santarém nas últimas legislativas

No fim de maio, demitiu-se a cabeça de lista do PAN por Viseu nas eleições legislativas de 2024, Carolina Pia, que saiu da Comissão Política Nacional em divergência com a direção.

Anabela Castro e Nuno Pires anunciaram a sua saída do mesmo órgão logo no dia das eleições e Pedro Fidalgo Marques anunciou, em 24 de maio, a sua saída da comissão política permanente, embora mantendo-se na Comissão Política Nacional.

Em 23 de maio, quando eram conhecidas apenas as saídas dos primeiros dois dirigentes, a porta-voz do PAN afirmou que tem liderado o partido com abertura, garantindo ter a “consciência mais do que tranquila” e recusando-se a alimentar o que considera serem narrativas “falsas e infundadas” sobre a sua direção.

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Euribor a três meses volta a ficar abaixo de 2%

  • Lusa
  • 18 Julho 2025

A taxa Euribor desceu a três, a seis e a 12 meses e no prazo mais curto para um valor abaixo de 2%.

A taxa Euribor desceu esta sexta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e no prazo mais curto para um valor abaixo de 2%. Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 1,995%, manteve-se abaixo das taxas a seis (2,049%) e a 12 meses (2,065%).

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou esta sexta-feira, ao ser fixada em 2,049%, menos 0,029 pontos que na quinta-feira. Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 37,75% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,32% e 25,57%, respetivamente.

  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, ao ser fixada em 2,065%, menos 0,022 pontos.
  • No mesmo sentido, a Euribor a três meses desceu esta sexta-feira, para 1,995%, menos 0,029 pontos do que na sessão anterior, depois de seis sessões consecutivas acima de 2%.

As médias mensais da Euribor voltaram a cair em junho nos dois prazos mais curtos, menos intensamente do que nos meses anteriores e de forma mais acentuada a três meses.

Já a 12 meses, a média mensal da Euribor manteve-se em 2,081%.

A média da Euribor em junho desceu 0,103 pontos para 1,984% a três meses e 0,066 pontos para 2,050% a seis meses.

Na última reunião de política monetária em 04 e 05 de junho, em Frankfurt, o Banco Central Europeu (BCE) desceu as taxas de juro em 0,25 pontos base, tendo a principal taxa diretora caído para 2%.

Esta descida foi a oitava desde que o BCE iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024 e, segundo os analistas, deverá ser a última deste ano.

A próxima reunião de política monetária do BCE está marcada para 23 e 24 de julho em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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⛽ Preços dos combustíveis descem na próxima semana

O preço do gasóleo deverá descer 1,5 cêntimos e o da gasolina deverá descer meio cêntimo.

Os preços da gasolina e do gasóleo deverão aliviar na próxima semana. De acordo com fontes do setor citadas pela Automóvel Club de Portugal (ACP), o preço da gasolina deverá descer 0,5 cêntimos e o do gasóleo 1,5 cêntimos.

Neste sentido, e uma vez que os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) mostram um preço médio do litro de gasóleo em Portugal de 1,609 euros esta quinta-feira, o litro de diesel deverá passar a custar 1,594 euros a partir de segunda-feira.

Por seu lado, o litro da gasolina, que marca uma média de 1,691 euros esta quinta-feira, deverá passar a 1,686 euros no início da próxima semana.

Os preços ao consumidor final podem diferir, contudo, consoante o posto de abastecimento escolhido.

A evolução dos preços dos combustíveis leva também em conta o comportamento da cotação do petróleo e derivados nos mercados internacionais e ainda a cotação do euro face ao dólar na semana que passou.

Esta sexta-feira as cotações do barril de petróleo Brent, que serve de referência na Europa, estavam a valorizar 0,71% para os 67,84 dólares pelas 10 horas e 50 minutos. Contudo, nos últimos cinco dias nota-se uma estagnação desta cotação.

(Notícia atualizada pela última vez às 10h53)

 

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Força Aérea só fez cinco dos 14 pedidos do INEM para helitransporte

  • ECO
  • 18 Julho 2025

Entre o início da parceria, a 1 de julho, e a passada segunda-feira, a Força Aérea recebeu 14 pedidos das unidades do CODU para helitransportar vítimas, mas apenas realizou cinco, segundo o Expresso.

O apoio da Força Aérea Portuguesa (FAP) ao helitransporte civil de emergência pré-hospitalar está a ser residual. Segundo o Expresso (acesso pago), desde o início da parceria com o INEM, a 1 de julho, e até às 14h00 de segunda-feira, o Comando Aéreo da FAP recebeu 14 pedidos das unidades do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para helitransportar vítimas para os hospitais públicos, mas apenas realizou cinco (o que corresponde a 35% do total de acionamentos pedidos).

A reduzida intervenção dos militares deve-se, essencialmente, à incapacidade de assegurarem a missão no tempo clínico ajustado, ou seja, inferior à demora do transporte terrestre. O INEM garante que, “caso se verifique que o helitransporte não pode realizar-se por qualquer motivo, o CODU procura sempre uma alternativa igualmente viável e que tenha o menor impacto no estado de saúde do doente”.

O ministro da Defesa recusa que a Força Aérea tenha falhado. “Todas as respostas solicitadas à FAP foram dadas no tempo previsto e de acordo com as solicitações anteriormente definidas ao nível do CODU”, afirma Nuno Melo, acrescentando que “a FAP está ao serviço do povo português, garantindo respostas onde não existam alternativas, com elevado estado de prontidão, equipas qualificadas e em permanência”.

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