Eclipse solar, tudo o que precisa de saber
- Fátima Castro
- 9 Agosto 2026
26 segundos de totalidade, uma espera de mais de um século e milhares de pessoas à procura do melhor lugar para observar o céu. Tudo o que precisa de saber sobre o eclipse solar de 2026.
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O que é um eclipse total do sol?
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Porque é que o eclipse de 2026 é um fenómeno raro?
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Onde será melhor ver o eclipse em Portugal?
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A que horas acontece e quanto tempo dura?
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O que distingue um eclipse total de um eclipse parcial?
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Como observar o eclipse em segurança?
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As crianças podem ver o eclipse?
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É possível fotografar o eclipse com o telemóvel?
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Quanto custa ver o eclipse?
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O eclipse pode impulsionar o astroturismo em Portugal?
Eclipse solar, tudo o que precisa de saber
- Fátima Castro
- 9 Agosto 2026
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O que é um eclipse total do sol?
Um eclipse total do sol acontece quando a Terra, a lua e o sol ficam perfeitamente alinhados, com a lua a passar entre a Terra e o sol e a ocultar completamente o disco solar durante alguns instantes. Durante a fase de totalidade, torna-se visível a coroa solar, a camada exterior da atmosfera do Sol, podendo também observar-se o chamado “anel de diamante”, segundo a plataforma Eclipse 2026.
Proxima Pergunta: Porque é que o eclipse de 2026 é um fenómeno raro?
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Porque é que o eclipse de 2026 é um fenómeno raro?
O eclipse solar de 12 de agosto de 2026 será uma oportunidade excecional para Portugal. Apesar de ser visível em todo o país, apenas uma pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, poderá observar o eclipse total. Nesse local, a fase de totalidade terá uma duração de cerca de 26 segundos.
O último eclipse total do sol observado em Portugal aconteceu em 1912 e o próximo está previsto apenas para 2144, segundo a plataforma Eclipse 2026.
Proxima Pergunta: Onde será melhor ver o eclipse em Portugal?
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Onde será melhor ver o eclipse em Portugal?
O eclipse será visível em todo o país, mas com diferentes níveis de ocultação. No território continental, a percentagem de ocultação do sol ficará entre 92% e 99%, correspondendo a um eclipse parcial profundo. Nos Açores e na Madeira, a ocultação será menor, entre 74% e 77%.
A única zona de Portugal onde será possível assistir a um eclipse total será o Parque Natural de Montesinho, em Bragança.
Proxima Pergunta: A que horas acontece e quanto tempo dura?
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A que horas acontece e quanto tempo dura?
O eclipse solar terá início por volta das 18h33 e terminará cerca das 20h23. O momento de maior ocultação do Sol ocorrerá pelas 19h30. Apesar de o fenómeno durar cerca de duas horas, a fase de totalidade durará menos de meio minuto”, de acordo com a plataforma Eclipse 2026 e Direção-Geral da Saúde.
Proxima Pergunta: O que distingue um eclipse total de um eclipse parcial?
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O que distingue um eclipse total de um eclipse parcial?
Num eclipse total, a lua cobre completamente o disco solar durante um curto período. Num eclipse parcial, a lua apenas cobre uma parte do sol. Em Portugal, a maioria dos locais terá um eclipse parcial, embora com uma ocultação muito elevada no continente.
Proxima Pergunta: Como observar o eclipse em segurança?
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Como observar o eclipse em segurança?
A observação do eclipse deve ser feita com óculos certificados para eclipse solar, em conformidade com a norma ISO 12312-2 e com marcação CE, ou através de telescópios equipados com filtros solares adequados.
Óculos de sol comuns, radiografias, vidros fumados ou outros materiais improvisados não oferecem proteção suficiente e podem provocar lesões nos olhos, alerta a Direção-Geral da Saúde.
Proxima Pergunta: As crianças podem ver o eclipse?
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As crianças podem ver o eclipse?
As crianças podem observar o eclipse, mas a Direção-Geral da Saúde recomenda cuidados especiais. Os bebés e as crianças pequenas não devem olhar diretamente para o sol, mesmo utilizando óculos para eclipse.
No caso das crianças que usem óculos certificados para eclipse solar, a observação deve ser sempre acompanhada por um adulto, garantindo a correta utilização dos equipamentos durante toda a observação.
Sempre que possível, a Direção-Geral da Saúde aconselha privilegiar formas indiretas e seguras de acompanhar o eclipse, como transmissões em direto ou projeções da imagem do sol.
Proxima Pergunta: É possível fotografar o eclipse com o telemóvel?
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É possível fotografar o eclipse com o telemóvel?
Sim, mas apenas com os cuidados adequados. Apontar a câmara do smartphone diretamente ao sol, sem um filtro solar próprio para equipamentos óticos, pode danificar permanentemente o sensor de imagem, alerta a iServices.
A empresa recomenda utilizar apenas filtros específicos para câmaras e evitar materiais improvisados, como óculos de sol, radiografias ou vidros fumados, que não oferecem proteção suficiente. Também aconselha a não manter a câmara apontada ao sol durante mais tempo do que o necessário.
Quem não disponha de um filtro adequado pode optar por fotografar a alteração da luz ambiente, a paisagem ou as sombras projetadas pelas árvores, em vez de apontar a câmara diretamente ao sol.
Proxima Pergunta: Quanto custa ver o eclipse?
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Quanto custa ver o eclipse?
Os custos associados à observação do eclipse podem variar bastante, dependendo do nível de preparação e da experiência pretendida. Para uma observação simples, uns óculos de eclipse certificados podem custar cerca de 3,5 euros, enquanto equipamentos mais avançados, como telescópios solares destinados a uma observação profissional, podem chegar aos 12 mil euros.
Quem quiser uma experiência mais completa pode optar por eventos de observação organizados, com acompanhamento de especialistas, telescópios com filtros adequados ou programas de astroturismo, cujo preço dependerá da duração e dos serviços incluídos.
Proxima Pergunta: O eclipse pode impulsionar o astroturismo em Portugal?
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O eclipse pode impulsionar o astroturismo em Portugal?
O eclipse solar de 2026 poderá funcionar como um catalisador para o astroturismo em Portugal, um segmento que tem vindo a ganhar relevância associado à observação do céu noturno e à procura por experiências ligadas à astronomia. O fenómeno está a mobilizar entidades científicas, municípios e operadores turísticos em todo o país.
O impacto económico direto do eclipse ainda não está quantificado, mas o evento é visto como uma oportunidade para atrair visitantes, dinamizar regiões com melhores condições de observação e promover novas ofertas turísticas ligadas ao céu. A expectativa é que o interesse gerado pelo fenómeno se prolongue para além de 12 de agosto de 2026, contribuindo para afirmar Portugal como destino de astroturismo durante todo o ano.
O Turismo de Portugal tem destacado o potencial do astroturismo enquanto segmento associado à valorização dos territórios de baixa densidade e à criação de experiências diferenciadoras, com o eclipse a surgir como uma oportunidade de projeção internacional deste tipo de oferta.