A ameaça à hegemonia do dólarpremium

A proeminência do dólar deverá manter-se, mas o alargamento da fratura geopolítica e geoeconómica abre caminho para a divisa alternativa com que Xi Jinping quer reforçar a sua influência.

Não há maior símbolo do poder e influência dos EUA no mundo do que o dólar. É a divisa mais usada nas reservas dos bancos centrais de todo o mundo, a moeda franca do comércio internacional e a referência nos mercados de capitais. Daí que no mundo multipolar imaginado por Xi Jinping, o dólar é substituídopelas moedas locais no comércio entre países, enfraquecendo a influência da divisa americana e abrindo espaço para uma maior relevância do renminbi. O presidente chinês não está sozinho. Vladimir Putin, por razões óbvias, mas também Lula da Silva, têm defendido uma reação contra o dólar. Em abril, na tomada de posse da ex-Presidente Dilma Rousseff como líder do banco dos BRICS, o atual chefe de Estado brasileiro defendeu uma moeda única para os países da organização. Os BRICS, que incluem

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