A poupança que realmente importa nesta Black Friday é a proteção
Rui Miguel Cardoso, CEO da mediadora de seguros Protectus, aposta que rever seguros, ajustar coberturas e renegociar condições é um gesto muito mais inteligente do que que comprar por impulso.
Todos os anos repetimos o mesmo ritual: campanhas que nos piscam o olho, contagens decrescentes e notificações que prometem oportunidades imperdíveis. A Black Friday instalou-se no calendário como um momento quase emocional, um convite à pressa mascarado de poupança, que nos empurra para comprar mais depressa do que pensamos.
Mas quando o brilho das promoções se apaga, regressamos à realidade de sempre: as contas mensais, os imprevistos que chegam sem avisar e as decisões financeiras que realmente influenciam a nossa estabilidade.
É justamente aqui que surge a grande contradição que quase ninguém discute.
A maioria associa “poupar” ao ato de gastar menos numa compra. Mas a poupança verdadeira acontece muito antes do momento da compra: nasce das escolhas consistentes que fazemos ao longo do ano e da forma como protegemos aquilo que já temos.
A verdade é que o dinheiro que se perde todos os meses não está na televisão que não comprámos com desconto. Está nos seguros que ficam anos sem revisão, nas coberturas que já não acompanham a nossa vida e nos contratos demasiado baratos, que parecem inteligentes, mas falham quando mais precisamos deles, ou seja, no momento do imprevisto.
Escolhe-se muitas vezes a opção mais barata apenas porque “cumpre a lei”. Até ao dia em que surge um acidente e se percebe que faltavam precisamente as coberturas que fariam diferença: carro de substituição, proteção jurídica, assistência mais completa, níveis adequados de responsabilidade civil.
Tudo aquilo que parece dispensável… até ao instante em que faz falta.
Neste momento, o ditado “o barato sai caro” deixa de ser cliché e transforma-se na mais dura das realidades.
O mesmo acontece com seguros de casa, saúde ou acidentes pessoais. Todos os anos, milhares de famílias renovam automaticamente apólices desajustadas, pagam por coberturas que não usam ou, pior ainda, deixam lacunas importantes que só descobrem quando o prejuízo já está feito.
É um desperdício silencioso, persistente, que corrói o orçamento sem que ninguém dê por isso.
A Black Friday mostra preços a vermelho. Mas existe uma forma de poupança que nunca aparece numa montra: a que resulta de proteger bem os recursos que já temos.
Rever seguros, ajustar coberturas e renegociar condições pode ser, precisamente nesta altura do ano, um gesto muito mais inteligente do que qualquer compra impulsiva. É isso que evita que um imprevisto se transforme numa despesa incomportável. É isso que garante que aquilo que pagamos todos os meses cumpre realmente a sua função.
No fundo, poupar não é abdicar de proteção, é garantir que cada euro gasto tem propósito, utilidade e impacto real no futuro. O melhor negócio deste mês pode não estar numa loja. Está nas suas decisões.
Num mês em que tudo incentiva à compra rápida, talvez o verdadeiro “melhor negócio” seja este: assegurar que os seus seguros estão atualizados, ajustados e alinhados com a vida que tem hoje.
Porque não há desconto que substitua a segurança de estar bem protegido. E a poupança que realmente importa é a que permanece quando a Black Friday já passou: traduzida em tranquilidade, estabilidade e controlo sobre aquilo que tanto custa a ganhar.
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