Não é possível discutir seriamente a carga fiscal sem considerar a despesa pública. Certo, queremos reduzir os impostos, já! Onde vamos então cortar na despesa?
As propostas do PSD (pomposamente chamada “reforma fiscal”) têm dois objetivos económicos principais: aumentar o rendimento disponível das famílias e combater o êxodo de jovens com “alto potencial” de mercado. Ninguém duvida que a carga contributiva sobre os salários é brutalmente elevada em Portugal. A OCDE calcula que em 2022 a “cunha fiscal” (tax wedge) em Portugal atingiu 41,9% dos custos salariais médios, a 9ª mais elevada na OCDE, e bem acima da média de 34,6%. Esta carga, em conjugação com a escassez de grandes empresas (que pagam mais e oferecem carreiras mais atraentes), constitui a principal causa da dificuldade de atrair e reter jovens profissionais nas áreas mais valorizadas pelo mercado. A taxa efetiva de IRS é baixa (13,53% em 2021), em resultado de um efeito composição que
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