Não será este Estado incapaz de cuidar dos seus imóveis, de planear e de executar que vai identificar imóveis alheios devolutos, arrendá-los e fazer-lhes obras.
Já se percebeu que os receios com alguns impactos perversos do chamado “pacote da habitação” são manifestamente exagerados. E a razão é simples: neste momento, a capacidade de execução e concretização do Estado é tão baixa que até para fazer asneira se tornou ineficaz. Os exemplos aparecem quase todas as semanas em todas as funções essenciais. Pouco se faz para além da gestão corrente e mesmo esse pouco acontece tarde e a más horas. Alguns, entre dezenas de casos:
três anos para conseguir dar posse aos membros da Entidade da Transparência; a
renovação da linha da Beira Alta vai demorar mais do que a sua construção, há 150 anos; incapacidade de encomendar e distribuir, em 2023,
computadores para os alunos que no início da pandemia foram prometidos para Setembro de 2020; a
linha de Metro
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