Listas-Porno-Sketchpremium
Pela observação das listas para deputados ao Parlamento, não se percebe se Portugal vive com uma Democracia de Partidos ou com os Partidos da Democracia.
O ofício da rotina partidária impõe a apresentação das listas de deputados para as próximas Eleições. Metade dos cabeças de lista no elenco do PS são Ministros do Governo em exercício. Tal só pode significar o domínio imperial do Líder e uma nova visão política absolutamente estática, estanque, estável na obediência. As listas do PSD são lideradas por apoiantes do Líder Supremo, verificando-se uma espécie de purificação ideológica de um partido sem ideologia. Tal só pode significar que a lealdade é o principal ingrediente da nova visão política do PSD, um futuro político feito de criaturas anónimas, obedientes, previsíveis, que defenderão tudo menos a dignidade dos cidadãos que representam. Em rigor, as listas do PS e do PSD são uma negação da escolha democrática, são sobretudo a representação da lógica do aparelho, dos interesses corporativos da partidocracia, da vida política em formato vegetal. O Parlamento em versão “Clube dos Deputados Mortos”.
E depois fala-se na crise das Democracias Representativas, na pulverização do voto para os Extremos, no mediocridade aterradora de um debate parlamentar onde os apparatchiks falam para os Líderes sem se dirigirem…
Este artigo é exclusivo para assinantes
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planosAssine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.