O que fazer com a folga orçamentalpremium

A revelação da maior folga orçamental num primeiro trimestre vai trazer de volta a indignação. E o Executivo, acossado e com a popularidade em baixa, tenderá a ir na onda errada.

Longe vai o tempo em que as recomendações de política do FMI tinham a força de imposições. Apesar de poderem ser olimpicamente ignoradas pelo Governo, oferecem um momento de reflexão sobre o caminho a seguir a médio e longo prazo que merece atenção. Bem mais do que a constelação de casos e casinhos com que o país se entretém. O FMI divulgou esta semana as conclusões do Artigo IV assinalando a "retoma dinâmica" da economia portuguesa depois da pandemia, a redução do défice e da dívida e a resistência das empresas, das famílias e do setor financeiro aos choques recentes. Para o futuro, a instituição deixa conselhos que não batem inteiramente com o caminho que vem sendo seguido. Um deles diz respeito ao uso a dar ao excedente orçamental. Esta sexta-feira ficámos a saber pelo INE que as

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