Pensar como o mercado

  • Rita Gouveia
  • 14 Novembro 2019

Os bootcamps vieram trazer ao nosso dia-a-dia mais um valioso canal para chegar a top talent.

O mercado mexe-se à velocidade das suas pessoas. E os programming bootcamps surgem como um ótimo exemplo de um contexto que requer aprendizagem contínua e complementaridade de funções.

Estes cursos de três a seis meses permitem a qualquer pessoa, com ou sem background técnico, “levar uma injeção” de knowledge e expertise que os permitirá (re)posicionarem-se no mercado de trabalho. Esta capacidade de adaptabilidade é altamente valiosa no contexto de startups tecnológicas!

No ponto de vista de recrutamento, os bootcamps vieram trazer ao nosso dia-a-dia mais um valioso canal para chegar a top talent. Por norma, profissionais com maturidade, já com experiência profissional noutros âmbitos e com um esforço discricionário para aprender e para se desenvolver. Isto permite a composição de equipas multidisciplinares, não só numa ótica de experiência mas também de método de aprendizagem.

Com o ritmo imposto pelos avanços tecnológicos, termos como reskilling e upskilling fazem cada vez mais sentido. Uma das mais importantes visões sobre o futuro do trabalho e dos recursos humanos pela Landing.jobs.

Reskilling trata-se do conceito de aprender novas skills, não necessariamente dentro da sua área de especialização, permitindo que tornem o seu conjunto de competências mais ajustado às necessidades do mercado e perspetivas de desenvolvimento de carreira. O número crescente de inscritos nestes cursos é só mais uma evidência de que o talento não é, nem deve ser percecionado como estático.

Exemplos de pessoas com backgrounds em áreas de direito, gestão e outras que fazem este investimento é cada vez maior. Interessante como apenas esta tomada de decisão e consciência reflete muito sobre as competências interpessoais de cada indivíduo e capacidade de domínio da sua própria carreira.

A complementaridade de competências que estes perfis acrescentam a uma equipa de produto pode ser crucial no que diz respeito à diversidade, especialmente numa ótica cognitiva, intelectual e de orientação para a solução. Um dos principais traços que uma equipa de produto deveria procurar incorporar na sua dinâmica!

Adicionalmente, são comuns os casos de profissionais que usam a metodologia dos bootcamps como uma elevação do seu conhecimento tecnológico para evoluir para outras funções dentro de uma equipa de produto. Deste modo, usando o conceito de upskilling para evoluir verticalmente e/ou horizontalmente.

O estigma associado ao recrutamento destes perfis ainda reside na indústria das Tecnologias de Informação. A dimensão, flexibilidade, cultura e até mesmo a estrutura das equipas tecnológicas e processo de recrutamento e seleção podem influenciar a perceção dos bootcamps pelas empresas como um canal igualmente válido de talento tech. Fica agora do lado dos bootcamps entender como ultrapassar algumas das barreiras à contratação impostas por algumas das empresas do ecossistema.

No entanto, no nosso dia-a-dia, somos positivamente surpreendidos com a qualidade da norma dos perfis com formação através de bootcamps! São perfis com proficiência em tecnologias e frameworks de programação que penetram o setor tech com salários iniciais ligeiramente inferiores à média de mercado mas que rapidamente alcançam esses valores.

Ao fim do dia, programming bootcamps são “treinos curtos, rigorosos e intensivos” no âmbito das tecnologias de informação que têm posto tópicos como o recrutamento e planeamento de carreiras no centro das discussões do ecossistema. E é bom ver essa evolução!

*Rita Gouveia é Talent Acquisition Specialist na Landing.jobs

  • Rita Gouveia

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