Galp acelera 4%, setor energético brinda ao acordo da OPEP

Acordo da OPEP para cortar produção de petróleo animou setor energético. Lisboa valorizou pela segunda sessão seguida, com Galp em pleno destaque.

Com os títulos da Galp em forte alta, o PSI-20, o principal índice português, fechou a sessão a valorizar 0,94% até aos 4.605,42 pontos, avançando pela segunda sessão consecutiva.

Lisboa acompanhou os ganhos observados um pouco por toda a Europa, onde as praças de Paris, Milão e Madrid encerraram com ganhos entre 0,3% e 1%. Frankfurt cedeu cerca de 0,4%. Em Wall Street, o sentimento também é francamente negativo: o índice de referência mundial S&P 500 perdia 0,2%.

A dar força às bolsas esteve o acordo da OPEP em relação a um corte na produção de petróleo. Com esta decisão surpreendente – foi o primeiro corte na produção em oito anos -, a OPEP pretende impulsionar os preços do barril de ouro negro que têm negociado abaixo dos 100 dólares desde junho de 2014. Neste cenário, foi o setor energético quem mais beneficiou: além da petrolífera nacional, cujos títulos subiram 4,24% até 12,16 euros, outras cotadas importantes do setor somaram ganhos acima de 3%, como Shell, Repsol ou ENI.

“O acordo da OPEP vai fazer com que o regresso do equilíbrio de mercado no petróleo seja mais fácil e rápido. Os preços do petróleo irão subir substancialmente para valores acima dos 50 dólares por barril na primavera do próximo ano”, referiu Ronny Claeys, estratega da KBC Asset Management, à Reuters. “São boas notícias para as companhias petrolíferas, que podem revelar um bom desempenho nos próximos seis meses”, acrescentou.

Entretanto, o ‘brent’, referência para as importações nacionais, valorizava 1% para 49,25 dólares, após o disparo de 5% na sessão desta quarta-feira. Em Nova Iorque, o crude ganhava 1,6% até 47,8 dólares por barril.

"Os preços do petróleo irão subir substancialmente para valores acima dos 50 dólares por barril na primavera do próximo ano. São boas notícias para as companhias petrolíferas, que podem revelar um bom desempenho nos próximos seis meses.”

Ronny Claeys, estratega da KBC Asset Management

Reuters

Em Lisboa, além da Galp, mais dez cotadas fecharam o dia em sinal mais, com destaque para a Mota-Engil (+3,07%) e BCP (+1,32%). No caso do banco liderado por Nuno Amado, o interesse da Fosun em integrar o capital continua a ser a principal história. O grupo chinês vai beneficiar de um desconto de 10% para entrar no BCP em relação ao valor do mercado, disse o Jornal de Negócios.

“O BCP continua a valorizar depois da aprovação do ‘reverse stock split’ dos títulos do banco, abrindo porta para a entrada do capital dos chineses da Fosun na instituição”, comentou Pedro Ricardo Santos, da XTB Portugal.

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