Merkel recandidata-se pela CDU à liderança da Alemanha

  • Margarida Peixoto
  • 20 Novembro 2016

Não há duas sem três. Mas haverá uma quarta vez? A chanceler alemã Angela Merkel irá recandidatar-se pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições do próximo ano, para tentar mais um mandato.

A chanceler alemã Angela Merkel irá recandidatar-se pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições do próximo ano, para tentar um quarto mandato, avançou este domingo o jornal alemão Bild, citado pela Lusa. Depois de meses de especulação, a confirmação foi dada numa reunião do partido, que decorre este domingo, e deverá ser publicamente anunciada numa conferência de imprensa, prevista para as 18 horas (de Lisboa), avança a Agence France Press.

Apesar de as últimas sondagens não serem brilhantes para a CDU, a decisão de Merkel pode ser bem acolhida por muitas capitais alemães por representar um sinal de estabilidade, depois da vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos e do Brexit, assume a AFP.

Além disso, a candidatura de Merkel resolve um problema na CDU, já que o partido não encontrou ainda um substituto óbvio para a liderança. Merkel representa “estabilidade e alívio em tempos de turbulência porque é capaz de unir a sociedade e enfrenta a excessiva simplificação” dos populistas, disse Julia Kloeckner, vice-presidente da CDU, a jornal Welt am Sonntag, citado pela AFP.

No final de agosto, as sondagens davam conta de uma divisão no país: 50% dos votantes alemães opunham-se a um quarto mandato da chanceler. A perda de popularidade da líder alemã ficou marcada pela sua política de portas abertas aos imigrantes, na sequência da intensificação da crise migratória provocada pela guerra na Síria. Segundo o instituto de estatísticas oficiais da Alemanha, só em 2015 o país viu entrar 2,14 milhões de refugiados, cita o Sputnik International.

Se for eleita e cumprir o mandato completo, a chanceler alemã candidata-se a igualar o recorde de permanência à frente do governo da maior economia do euro, detido por enquanto pelo seu mentor, Helmut Kohl, que liderava o Executivo aquando da queda do muro de Berlim, em 1989.

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