Brexit obriga a revisão em baixa do PIB britânico para 2017

O ministro britânico das Finanças baixou as estimativas de crescimento do Reino Unido para o próximo ano, de 2,2% para 1,4%, temendo o impacto resultante do Brexit.

Philip Hammond, ministro das Finanças do Reino Unido, anunciou esta quarta-feira as previsões de outono, onde reviu em baixa as estimativas de crescimento da economia britânica no próximo ano. Um corte de estimativas que o chanceler do Tesouro atribui ao impacto resultante do voto ao Brexit.

Perante o Parlamento britânico, o governante baixou as previsões para o PIB de 2017, da anterior estimativa de 2,2% avançada em março, para 1,4%. Ou seja, um corte de 0,8 pontos percentuais. Além disso, as necessidades de financiamento da economia também vão tender a aumentar. Com o Brexit devem ser necessárias mais 11,7 mil milhões de euros (dez mil milhões de libras), nos próximos anos.

O voto à saída da União Europeia “torna mais urgente do que nunca a necessidade de combater as nossas fragilidades de longo prazo, como a falta de produtividade, o desafio do imobiliário e o desequilíbrio no crescimento económico e a prosperidade em todo o nosso país”, afirmou Philip Hammond. “A nossa missão agora é preparar a economia de modo a ser mais competitiva com a nossa saída da União Europeia e adaptá-la à transição que se seguirá”, acrescentou o governante perante os parlamentares.

Apesar do caminho menos fácil ao longo dos próximos tempos, o ministro das Finanças do Reino Unido antecipa que a expansão económica retornará já em 2019.

Apesar do cenário menos positivo a curto prazo, a economia britânica revelou alguma resiliência após o voto ao Brexit, com as novas estimativas de crescimento para 2016 a serem revistas ligeiramente em alta, dos anteriores 2% para 2,1%. Mas já são sentidos impactos negativos não só em termos do emprego que está a abrandar, como também do rendimento das famílias que está a ser pressionado, penalizado pelo aumento da inflação em resultado da quebra da libra.

As medidas anunciadas pelo Tesouro, ainda antes do discurso, incluem 1,64 mil milhões de euros (1,4 mil milhões de libras), para ajudar a construir 40 mil novas casas.

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