Défice? Foi com o “sacrifício do investimento”

  • Tiago Varzim
  • 2 Fevereiro 2017

Apesar de valorizar o controlo do défice levado a cabo por este Governo, Rui Moreira referiu que o investimento foi sacrificado. Acresce que a conjuntura internacional não vai ajudar, prevê.

Rui Moreira admite que existe otimismo em Portugal, mas há problemas que não se apagam. A começar pela conjuntura internacional: “Vivemos numa situação internacional que é muito difícil de prever e de compreender, quer no mundo quer na Europa”, referindo que as “sondagens permanentemente nos enganam” e que “tudo é uma surpresa”, exemplificando com a incerteza das eleições em França e nos Estado Unidos.

Em Portugal há, por um lado, o otimismo da população com a devolução de rendimentos, mas também há perigos. Onde? “Temos tentado controlar o défice com o sacrifício do investimento“, alertou Rui Moreira. O autarca diz existir “uma relação entre o investimento público e o investimento privado”, pelo que ambos ficam a perder com o desinvestimento do Estado. “As alterações estruturais nas empresas também não estão a correr bem”, afirmou.

“Vejo os números do desemprego a diminuir, justificados pelo consumo interno e externo, turismo”, explicou, argumentando que “é por aí que as coisas estão a funcionar”. É o caso do Porto onde, garante o autarca, não há um “esgotamento” nem a saída dos cidadãos no centro da cidade. Pelo contrário, Rui Moreira diz que a dinamização da cidade com o turismo fez com que se tornasse mais atrativa para os locais.

Já as Finanças Públicas do Porto estão de “boa saúde”. “O Orçamento é o que pode ser. Quando entrei disse que íamos ter contas à moda do Porto: contas justas, aceitáveis, que não sobrecarreguem os cidadãos. Apesar de termos reduzido o IMI, o custo da água e a derrama, o município do Porto está de boa saúde”, explica Rui Moreira. Neste momento há 30 milhões de euros de endividamento, anunciou o autarca, referindo que o serviço da dívida é 1,7 milhões de euros.

Rui Moreira assegura que a situação financeira está “perfeitamente consolidada”, o que “permite olhar para os desafios da autarquia com contas exequíveis”. Entre essas prioridades está a reformulação do Mercado do Bolhão que deve começar a ser remodelado nos próximos seis meses. Além disso, durante o mês de fevereiro vai ser lançado um concurso para o projeto de reabilitação do Matador de Campanhã. “Ainda temos muito para fazer”, garante o autarca que se vai recandidatar.

Comentários ({{ total }})

Défice? Foi com o “sacrifício do investimento”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião