Salário mínimo subiu 31% em nove anos

  • Cristina Oliveira da Silva e Margarida Peixoto
  • 10 Fevereiro 2017

Entre 22 países da União Europeia que contam com um salário mínimo, Portugal ocupa o 12º lugar. Excluindo o efeito dos preços, desce para 13º.

Em quase uma década, o salário mínimo em Portugal aumentou 31%. Este foi o 11º maior aumento entre 21 países da União Europeia, aos quais este cálculo se pode aplicar. Os dados foram revelados esta sexta-feira, pelo Eurostat.

A remuneração mínima garantida esteve congelada em Portugal entre 2012 e outubro de 2014, anos de resgate da ‘troika’. Contudo, recuando a 2008 e tendo em conta os aumentos recentes — que colocaram já este ano o salário mínimo nos 557 euros por mês — verifica-se um aumento de 31%.

Neste período, o salário mínimo cresceu em todos os países da União Europeia que fixam este limiar, exceto na Grécia, onde sofreu uma quebra de 14%.

Aumento do salário mínimo entre 2008 e 2017

Fonte: Eurostat

Ainda que a subida seja expressiva, Portugal ocupa o meio da tabela dos 22 países quando a análise incide sobre o valor mínimo pago. Os 557 euros são contabilizados pelo Eurostat como 649,83 euros para permitir a comparação entre países, uma vez que, por cá, o salário mínimo é pago 14 vezes. Portugal ocupa então o 12º lugar do ranking, com o Luxemburgo a liderar a tabela (1.998,59 euros). Bulgária surge em último (235,2 euros).

Salário mínimo, em euros

Fonte: Eurostat

Eliminando o efeito dos preços, Portugal desce para 13º lugar, com a Polónia a ganhar vantagem neste caso.

Porém, o Eurostat nota que as disparidades são “consideravelmente menores” neste caso. Os salários mínimos nos países com preços mais baixos “tornam-se relativamente mais altos quando expressos em paridades de poder de compra (PPC), e relativamente mais baixos naqueles estados-membros com níveis de preços mais altos”, refere.

Salário mínimo, em PPC

Fonte: Eurostat

Na União Europeia, há 22 países que fixam um salário mínimo. O grupo exclui Dinamarca, Itália, Chipre, Áustria, Finlândia e Suécia.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Salário mínimo subiu 31% em nove anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião