Moody’s mantém ‘rating’ do Santander Totta em lixo mas melhora perspetivas

  • Lusa
  • 21 Fevereiro 2017

Agência de notação de crédito explica que os fundamentais do banco melhoraram com a integração do Banif e com os resultados da casa-mãe, em Espanha.

A Moody’s manteve esta terça-feira o rating do Santander Totta no grau de lixo mas alterou a perspetiva para “positiva”, pelo que poderá vir a melhorar a médio prazo a nota de crédito do banco.

A agência de notação financeira justificou a decisão hoje tomada – de manter o rating dos depósitos em Baa3/Prime-3 (investimento) e da dívida sénior em Ba1 (não investimento ou ‘lixo’), mas de melhorar a perspetiva de “estável” para “positiva” – com a melhoria dos indicadores fundamentais do Santander Totta após a integração de parte da atividade bancária do Banif, comprada em final de 2015, e também dos resultados da casa-mãe Santander (Espanha).

"A afirmação do ‘rating’ do Banco Santander Totta com perspetiva positiva reflete a melhoria que poderá acontecer se continuar a tendência positiva no risco dos ativos e no capital nos próximos 12 a 18 meses, enquanto a capacidade de geração de lucros se mantiver nos níveis atuais.”

Moody's

“A afirmação do rating do Banco Santander Totta com perspetiva positiva reflete a melhoria que poderá acontecer se continuar a tendência positiva no risco dos ativos e no capital nos próximos 12 a 18 meses, enquanto a capacidade de geração de lucros se mantiver nos níveis atuais”, lê-se na informação hoje divulgada.

O banco Santander Totta registou lucros de 395,5 milhões de euros em 2016, mais 35,8% do que em 2015 e os mais elevados desde 2010 (quando o banco lucrou 435 milhões de euros).

Para este resultado contribuiu a subida em termos homólogos da margem financeira em 31% para 731,7 milhões de euros e das comissões líquidas em 16,1% para 305,7 milhões de euros.

A margem comercial do banco foi de 1.052,1 milhões de euros, mais 27,9% do que no ano anterior, enquanto os resultados de operações financeiras caíram 52,1% para 114,4 milhões de euros.

No total, o produto bancário e da atividade de seguros ascendeu a 1.196,5 milhões de euros em 2016, mais 6,4% do que em 2015.

O Santander Totta comprou parte da atividade bancária do Banif em final de 2015, no âmbito do processo de resolução deste banco, pelo que os resultados de 2016 incluem os lucros resultantes da integração de ativos e passivos daquela instituição.

O presidente do banco, Vieira Monteiro, disse em janeiro, em conferência de imprensa em Lisboa, que apenas pode desagregar as atividades do Banif até setembro, altura em que foi concluída a integração operacional e tecnológica, e que até aí a atividade dava um lucro de um milhão de euros por mês.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moody’s mantém ‘rating’ do Santander Totta em lixo mas melhora perspetivas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião