MWC: Um domingo de trunfos em Barcelona

Três grandes marcas aproveitaram o MWC para apresentarem novos dispositivos móveis. No dia em que arranca a maior feira de tecnologia do setor, conheça os aparelhos que já viram a luz do dia.

Três dos principais lançamentos desta edição do Mobile World Congress já viram a luz do dia. A Huawei apresentou este domingo, em Barcelona, os telemóveis P10 e P10 Plus, enquanto a LG mostrou ao mundo o G6. São topos de gama que vão agora testar o mercado, com as marcas a darem o litro para se aproximarem cada vez mais da Apple, que não está presente neste evento. Já a Samsung adiou a apresentação do Galaxy S8 para março, mas lançou um tablet e um computador híbrido.

Começando pelo P10 e P10 Plus, é um telemóvel que junta uma boa robustez a três câmaras de alta qualidade: uma à frente, de oito megapixels, e duas atrás, de 20 e de 12 megapixels. É um aparelho feito para os amantes da fotografia, ao mesmo tempo que cruza a elegância de um topo de gama com um vasto leque de opções de personalização. Os dois modelos têm, respetivamente, 5,1 e 5,5 polegadas de ecrã e 4 e 6 GB de memória RAM. E são telemóveis adaptados às tarefas do quotidiano.

À semelhança do antecessor (P9) e do irmão mais velho (Mate 9), o P10 foi feito a pensar num público exigente e desenvolvido em parceria com a Leica. Mas graças a outra união de forças, com o instituto Pantone, a empresa lançou, para além das cores já comuns, duas versões arrojadas em verde e azul. São as cores da moda, que a Huawei não hesitou em aplicar também neste novo flagship. Também não é difícil encontrar várias parecenças entre este telemóvel e o iPhone 7, nomeadamente ao nível do desenho e do sistema. Deverá chegar a Portugal no próximo mês: o P10 terá um preço recomendado de 649,90 euros, enquanto o P10 Plus custará 799,90 euros.

Algumas das cores do P10, o novo topo de gama da Huawei.Flávio Nunes/ECO

Da Huawei, pôde-se ainda contar com o novo relógio inteligente Huawei Watch 2. O wearable inclui a segunda versão do Android Wear e apresenta-se em versões mais clássicas, desportivas ou premium. O aparelho inclui GPS integrado, uma loja de aplicações própria, diversos sensores de recolha de dados e, num dos modelos, suporta conectividade 4G. Isso mesmo: pode ter um cartão SIM e, garante a marca, com o mesmo número do cartão SIM que já tem no seu telemóvel. Como é que isso funcionará com as operadoras portuguesas ainda é uma incógnita.

De qualquer forma, o relógio da Huawei inclui diversas funcionalidades interessantes para explorar, como o facto de permitir fazer pagamentos contactless Android Pay. A tecnologia ainda não está disponível em Portugal, mas o relógio poderá ser adquirido a partir de 329 euros, até cerca de 400, dependendo das características. Há ainda uma versão com design da Porsche, mas desconhece-se-lhe tanto o preço como os mercados em que estará disponível. O Huawei Watch 2 chega às lojas portuguesas em março.

Além de um telemóvel, a Huawei apresentou um novo relógio inteligente. Este custa 399 euros. Nas lojas em março.Flávio Nunes/ECO

LG volta a entrar nos eixos

Outra marca em destaque na pré-abertura deste Mobile World Congress foi a LG. A tecnológica lançou o LG G6, um telemóvel de 5,7 polegadas com um ecrã grande. Não, não é tão grande quanto se esperava: a julgar pelo convite, e numa primeira impressão, poderia ficar a ideia de que o ecrã deste modelo iria ocupar toda a parte frontal do telemóvel. Não é o que se verifica. Mas, ainda assim, com um rácio de 18:9 e uma resolução de 1.440 por 2.880 píxeis, há espaço mais do que suficiente para trabalhar.

O LG G6 inclui duas câmaras traseiras de 13 megapixels e uma câmara frontal, para selfies, de cinco megapixels. Tem 4 GB de memória RAM e compara, em alguns aspetos, com o P10 da Huawei (que, ainda assim, parece superior). No entanto, as primeiras impressões apontam para um aparelho bem melhor do que o G5, o seu antecessor. Este já não é um telemóvel modular, e existe em branco, preto e prateado. Quando chega ao mercado? Não se sabe, nem tampouco o preço.

Samsung, à (re)conquista da confiança

Para a sul-coreana Samsung, os últimos meses têm sido o “período mais desafiante” da história da marca. Durante a conferência de lançamento, o defeito das baterias defeituosas do Galaxy Note 7 foi um autêntico elefante na sala, mas que a empresa não tentou, de todo, ignorar. “Não atingimos os padrões de qualidade que definimos para nós próprios. Recuperar a confiança dos nossos clientes tem de acontecer por ações e não por palavras”, reconheceu um dos responsáveis. Não faltaria muito para um membro da Greenpeace invadir pacificamente o palco, mostrando um cartaz com indicações de protesto contra a marca. Acabou por ser convidado a sair.

À direita, um lápis real. À esquerda, o novo lápis digital da Samsung.Flávio Nunes/ECO

O que saiu também do evento foi o novo Galaxy Tab 3, como já era esperado. Espera-se que seja o principal rival do iPad da Apple nos próximos tempos, e tem pinta para isso. É um tablet de 9,7 polegadas com ecrã AMOLED (cores mais vivas) e uma caneta sensível aos diferentes tipos de pressão. A Samsung prendou ainda os presentes com nostalgia q.b.: apresentou uma nova versão da S Pen, em parceria com a Staedtler. Conhece a marca? É quem ainda hoje fabrica os lápis da Noris, que muitos de nós usámos no tempo da escola. Sim, agora há uma caneta stylus em formato de lápis de pau.

A outra novidade da Samsung vem, por sua vez, rivalizar com o Surface da Microsoft… mas só em parte, pois é um híbrido (tablet e computador portátil em simultâneo) com sistema Windows 10. É um aparelho desenhado a pensar em quem trabalha on the go, com boa capacidade de processamento para tarefas mais exigentes e, tal como o aparelho anterior, ecrã AMOLED ligeiramente maior: são 12 polegadas de diâmetro. Quer em relação ao tablet, quer em relação ao híbrido, a empresa não divulgou os preços para Portugal, nem quando é que os dispositivos estarão disponíveis para compra.

Outros lançamentos

O dia não se fez só de Huawei, de Samsung e de LG. A Nokia regressou em força, com três novos modelos e uma homenagem ao antigo Nokia 3310 (vale a pena ver o vídeo abaixo do TechRadar, que compara o modelo lançado há 17 anos com a versão apresentada neste MWC). A BlackBerry apresentou definitivamente o KEYOne (nome de código “Mercury”), um telemóvel empresarial de dimensão considerável, com o sistema Android, teclado físico e fabricado pela empresa chinesa TCL Communication. E, por fim, a Alcatel mostrou ao mundo três novos smartphones para várias gamas e carteiras.

O ECO viajou para Barcelona a convite da Huawei Portugal.

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