Schäuble quer que BCE comece a reduzir estímulos

  • Rita Atalaia
  • 9 Março 2017

O ministro das Finanças alemão defende que as medidas implementadas pelo BCE "já chegaram ao seu limite". Por isso, quer o "início atempado" do fim dos estímulos.

Wolfgang Schäuble defende que as medidas de política monetária e orçamental implementadas pelo Banco Central Europeu (BCE) “já chegaram ao seu limite”. Por isso, o ministro das Finanças alemão quer ver o “início atempado da redução dos estímulos”. O responsável alemão, que defende que o banco central liderado por Mario Draghi já quase esgotou a maioria das ferramentas que tem ao seu dispor, diz que quanto mais esta fase de taxas de juro baixas durar, maior será o fardo que o setor financeiro terá de suportar.

"As medidas de política monetária e orçamental [do Banco Central Europe] já chegaram ao seu limite”

Wolfgang Schäuble

Ministro das Finanças da Alemanha

O ministro das Finanças da maior economia europeia diz que os estímulos que o BCE tem injetado para impulsionar a economia da Zona Euro já estão quase esgotados. “As medidas de política monetária e orçamental já chegaram ao seu limite”, diz Wolfgang Schäuble , citado pela Bloomberg. O responsável alemão diz que este é “cada vez mais o consenso a nível mundial”.

“Quanto mais tempo esta fase de taxas de juro baixas durar, maior será o fardo” que o setor financeiro tem de carregar, refere Schäuble, “e é por isso que defendo — com a devida moderação devido à independência dos bancos centrais — um início atempado” do fim dos estímulos. “Será bastante difícil, mas tem de ser feito.”

As declarações do ministro alemão são feitas no dia em que Mario Draghi vai tomar uma decisão sobre as taxas de juro. Mas não são esperadas alterações. O presidente do BCE deve manter os juros no mesmo nível e reafirmar a promessa de continuar a comprar ativos até ao final deste ano. Por isso, os investidores vão estar mais interessados nas projeções para o crescimento e inflação nos próximos três anos. Após um conjunto de dados económicos positivos, o presidente do banco central pode dar pistas sobre quando é que poderá começar a diminuir o apoio que presta à economia da região.

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