Tesla atinge recorde, mas Wall Street fecha no vermelho

O efeito Trump começa a ser posto em causa pelos investidores, dadas as dificuldades em implementar medidas. A Tesla foi a empresa que mais brilhou, mas não impediu o Nasdaq de fechar em queda.

Os investidores estão entusiasmados com a Tesla: as ações da empresa atingiram um recorde esta segunda-feira, depois de Elon Musk ter comunicado que as vendas superaram as expectativas no primeiro trimestre. Este entusiasmo, no entanto, não foi suficiente para animar Wall Street que encerra em terreno negativo no primeiro dia de transação do segundo trimestre do ano. Os mercados estão a aguardar os resultados das cotadas que começam a ser divulgados nas próximas semanas.

As bolsas europeias, incluindo a lisboeta, encerraram no vermelho e pelo mesmo caminho foi Wall Street. A bolsa norte-americana encerrou a desvalorizar, principalmente o Nasdaq, mesmo com a performance positiva das ações da Tesla. Nos primeiros meses do ano, os índices foram subindo com a expectativa da reforma fiscal de Trump, assim como a prometida desregulação e grandes investimentos em infraestruturas. Contudo, esse efeito já desvaneceu agora que começa o segundo trimestre de 2017.

As dificuldades que a nova administração está a ter para implementar o seu programa estão a começar a preocupar os investidores. O índice tecnológico Nasdaq foi o que mais desvalorizou: caiu 0,29% para os 5.894,68 pontos. Seguiu-se o S&P 500 com uma desvalorização de 0,14% para 2.359,37 pontos e o Dow Jones que sofreu uma queda de 0,06% para os 20.650,93 pontos.

Uma ação da Tesla já vale quase 300 dólares. Esta segunda-feira as ações da empresa aumentaram 6,73% para os 297,03 dólares, catapultando a valorização da empresa. De tal forma que a organização liderada por Elon Musk ultrapassou a Ford no valor de bolsa. A valorização acontece após o comunicado da empresa onde esta informava que fechou o primeiro trimestre deste ano com mais de 25.000 automóveis vendidos, um número acima das estimativas dos analistas.

Segundo a MarketWatch, o primeiro trimestre do ano, que terminou na semana passada, acumulou ganhos sólidos: os principais índices de Wall Street valorizaram entre 4,6% e 9,8%. Estes números não são surpreendentes até porque foi nestes primeiros três meses de 2017 que os índices bateram recordes, como foi o caso do Dow Jones ultrapassar os 20.000 pontos. Já o arranque do segundo trimestre parece não trazer boas novidades.

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