OE2018: BE exige mais dinheiro para saúde e educação

  • ECO
  • 9 Maio 2017

António Costa quer que as linhas mestres do Orçamento do Estado para 2018 fiquem fechadas antes do verão. A estratégia do Governo é evitar uma confusão em cima das autárquicas.

Já há acordo à esquerda para o Orçamento do Estado para 2018, pelo menos quanto ao momento em que deve estar já numa fase avançada: antes do verão, António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa querem ter o OE2018 alinhado para evitar conflitos em tempo de eleições autárquicas. O mês de julho é a indicação do primeiro-ministro e, segundo o jornal Público, a primeira reunião bilateral com o Bloco de Esquerda ocorreu a 26 de abril. Os bloquistas pedem mais investimento no SNS e na escola pública.

Depois de ter aprovado dois Orçamentos do Estado no ano passado, a atual solução governativa caminha para o terceiro Orçamento do Estado. As negociações ainda agora começaram, mas a exigência do BE é que exista um reforço do investimento nas áreas da educação e saúde pública, dado que estão “com grandes problemas de funcionamento”, revelou fonte da direção bloquista ao Público.

Segundo o jornal, não é certo que o Orçamento do Estado fique já fechado antes do verão, mas pelo menos as suas linhas orientadoras vão ficar delineadas. Em causa estão as negociações difíceis entre os quatro partidos da maioria de esquerda, tais como a revisão dos escalões do IRS, o descongelamento das carreiras da função pública ou a integração dos precários do Estado.

O cenário macroeconómico com que o Partido Socialista está a trabalhar com o Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Partido Ecologista ‘Os Verdes’ é o que consta do Programa de Estabilidade, documento apresentado em abril pelo Governo. Nas negociações existem reuniões oficiais entre a liderança dos partidos e o primeiro-ministro, mas também reuniões setoriais com os Ministérios. O elo de ligação entre partidos e Executivo continua a ser o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.

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