Sabe programar? A Mercedes tem uma oportunidade para si

  • ECO
  • 9 Maio 2017

O Web Summit atraiu a Mercedes a Portugal e os resultados estão à vista: há um novo investimento num centro digital e de software que precisa de 155 programadores.

“Uma Autoeuropa do digital”, apelidou o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos. Lisboa vai ser a casa do primeiro centro mundial de competências a nível digital e de software. A Mercedes está à procura de 115 programadores para integrar a equipa da Digital Delivery Hub, sendo que já existem 10 jovens talentos da programação a trabalhar no espaço. Segundo o Dinheiro Vivo, se a estratégia for bem-sucedida, o centro poderá empregar mais de 300 pessoas.

O anúncio do investimento a realizar pela marca alemã contará com a presença do primeiro-ministro António Costa. Numa publicação na sua página de Facebook, o secretário de Estado da Indústria confessou que este é “um dia muito especial para mim e para o Governo”. “Um investimento que nos orgulha não só pela dimensão e pela empresa que é, mas por se ter tornado uma realidade graças ao Web Summit e muitas dezenas de reuniões”, revela João Vasconcelos.

Vasconcelos vê este investimento como uma oportunidade para “reter e atrair a geração mais qualificada de sempre”. Segundo o secretário de Estado da Indústria, “a Mercedes escolheu Lisboa em detrimento de muitas outras cidades europeias para localizar o departamento que desenvolverá muitos dos softwares dos veículos do futuro”.

Um investimento que nos orgulha não só pela dimensão e pela empresa que é, mas por se ter tornado uma realidade graças ao Web Summit e muitas dezenas de reuniões.

João Vasconcelos

Secretário de Estado da Indústria

Ainda não é certo, mas segundo o jornal o centro pode passar da Second Home, no Mercado da Ribeira (Cais do Sodré), para o novo Hub Criativo do Beato que está a ser construído. Este novo centro da Mercedes terá como tarefas a criação de aplicações ligadas aos automóveis e o desenvolvimento de tecnologias que permitam ter carros com condução autónoma num futuro próximo.

As necessidades de contratação da Mercedes passam pelas áreas de desenvolvimento de software, programação de aplicações (apps), Big Data, Cloud computing (computação em nuvem), tecnologia Java, solução de programação Java Script e programadores de Adobe Experience Manager (AEM), escreve o Dinheiro Vivo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sabe programar? A Mercedes tem uma oportunidade para si

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião