Banco Popular prepara fusão com Santander ou BBVA

Presidente do problemático Banco Popular admite fusão apenas quando cotações chegarem aos 1,2 euros. E só dois bancos estão em estudo por Emilio Saracho: Santander ou BBVA.

Em dificuldades para convencer os investidores a colocar mais capital na instituição, o presidente do Banco Popular está a preparar uma mega fusão com um dos dois principais bancos espanhóis, Santander ou BBVA. Mas este cenário só acontecerá quando as ações do banco liderado por Emilio Saracho atingirem os 1,2 euros.

Depois de receber propostas de várias instituições espanholas, incluindo do CaixaBank (dono do BPI) e do Sabadell, Saracho apenas está a analisar as ofertas que foram lançadas pelos dois maiores bancos do país, revela o jornal espanhol ABC (conteúdo em espanhol / acesso livre). Citando fontes do setor, aquele jornal adianta ainda outro pormenor para que esta cenário possa realmente ser considerado. As ações do Popular têm de chegar aos 1,2 euros. Atualmente, negoceiam pouco acima do 0,80 euros.

O banco espanhol está a passar por dificuldades com o elevado volume de ativos tóxicos. Na última intervenção junto dos acionistas, Saracho sublinhou que o Popular “está condenado a aumentar o capital” ou então a fundir-se com outro banco. Isto acontece depois de ter apresentado prejuízos históricos de 3,5 mil milhões de euros em 2016.

A fusão com um grande banco parece hoje em dia mais provável. De acordo com as mesmas fontes, o ABC diz que uma decisão deverá ser tomada antes do verão.

Apesar de tanto o BBVA como o Santander terem afirmando que vão continuar a apostar no crescimento orgânico, a apresentação de propostas sobre o Popular sugere que ambas as instituições estão dispostas a ganhar quota de mercado em Espanha por via de aquisições. Pelo protagonismo que tem no mercado das pequenas e médias empresas, o Popular surge como uma boa opção para dar força ao negócio de um dos dois principais bancos do país.

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