EY vai ser a nova auditora da CGD

A Caixa Geral de Depósitos vai mudar de auditora e o governo já fez a sua escolha. A EY ganhou a corrida por um dos grandes contratos em Portugal e vai ser a auditora do banco público.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai mudar de auditora na próxima assembleia geral por força das novas regras de supervisão de auditoria e, segundo apurou o ECO, a escolha do governo recaiu na EY.

A atual auditora da CGD é a Deloitte, e já tinha prolongado o contrato por mais um ano no início de 2016 ao abrigo de uma norma excecional e por causa da mudança de conselho de administração. Agora, com a tomada de posse da nova equipa, o conselho fiscal da Caixa, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins, terá de propor formalmente ao acionista Estado (leia-se ao ministro Mário Centeno) uma nova auditora, para uma decisão em assembleia geral, que ainda não está marcada. E o nome proposto a Centeno será o da EY, liderada em Portugal por João Alves.

Oficialmente, ninguém faz declarações sobre o tema. A decisão cabe ao acionista e só será oficializada na assembleia geral, mas já está tomada. Além da EY, também a PwC e a KPMG concorreram a esta conta do banco público, que fontes de mercado indicam valer cerca de dois milhões de euros por ano.

A EY, refira-se, foi a auditora escolhida pelo governo para fazer uma auditoria independente à CGD no período entre 2000 e 2015. O anúncio foi feito pelo ministro Mário Centeno no passado dia 26 de abril, na comissão de Economia e Finanças, no Parlamento, e a escolha foi justificada pelo facto de a EY não ter sido auditora do banco público no período em análise. A auditoria, que decorrerá ao longo de 15 semanas, e vai incidir na concessão de crédito, na alienação de ativos e nas decisões estratégicas e de negócio. De qualquer forma, este trabalho de consultoria não impede a escolha da EY como auditora para os próximos três anos.

O mercado está, aliás, a mexer. A nova lei de supervisão da auditoria e a obrigação de rotação de auditoras já permitiu, por exemplo, que a PwC tenha ganho as contas da EDP e da Mota-Engil, além de ser a mais importante auditora do sistema financeiro. Audita, entre outros, o Santander Totta, o Novo Banco e o BPI.

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