Millennials: a aposta de milhões da Sagres

  • ECO
  • 15 Maio 2017

A Sagres vai investir tanto na nova campanha publicitária "Ninguém para Portugal" como investiu no Euro 2016 como patrocinador oficial da seleção. Uma mudança na imagem mas também na estratégia.

O mercado de cerveja está em recuperação desde 2016 e a Sagres quer ganhar mais espaço. A nova campanha publicitária é um “novo impulso” que tem como protagonistas aqueles a quem se dirige: jovens empreendedores que querem levar o país para frente em várias áreas. Vai ser lançada no final da semana, dia 18 de maio.

Até 2016, o mercado da cerveja estava a perder o gás. O ano passado, a tendência inverteu e este ano está novamente a crescer. Dada a “forte posição da Sagres no mercado”, a evolução da marca terá influência no próprio mercado, defende Filipe Bonina, diretor de marketing na Central de Cervejas e Bebidas. A Sagres quer aumentar a quota pelo segundo ano consecutivo com a nova campanha. O total de investimento na campanha é de 7,5 milhões de euros, a mesma quantia que foi investida no Euro 2016, sendo a marca um dos patrocinadores oficiais da seleção portuguesa de futebol — grupo que arrastou o investimento até à final.

A campanha quer homenagear os millennials, uma geração que confrontada com a “desesperança da crise” responde com “sucessos que estão a aparecer de forma consistente” e portanto encarna a máxima do “ninguém nos para”, explica Filipe Bonina. Vários jovens empreendedores, de áreas que vão desde as artes à solidariedade social, darão a cara por esta campanha. Os apoios ao empreendedorismo deverão prolongar-se, agora “de forma mais estruturada” de acordo com Luísa Motta, responsável pelo marketing da Sagres.

Esta é a imagem da campanha, desenhada por Fábio “Kid” Galindro, um dos jovens a dar a cara pela Sagres e pela sua geração.

A mensagem pretende cativar os jovens sem esquecer os antigos consumidores. “Somos uma marca multitarget” clarifica Luísa Motta, responsável pelo marketing da Sagres, pelo que esta estratégia dever-se-á manter a curto e médio prazo. “Finalmente está a aparecer diversidade no mercado de cervejas” com novas escolhas no portefólio, observa Filipe Bonina, que prevê ainda “um mercado muito diferente daqui a 10 anos”.

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