Brexit: Britânicos terão de escolher economia ou soberania

  • Marta Santos Silva
  • 3 Julho 2017

Os negociadores britânicos já perderam a esperança de ter sol na eira e chuva no nabal: será preciso escolher uma prioridade no Brexit entre a soberania e os interesses económicos.

Os britânicos já não vão “ficar com o bolo e comê-lo”, como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros Boris Johnson, agora que os negociadores do Brexit se aperceberam de que terão de escolher qual a sua prioridade: manter a sustentabilidade económica ou soberania total das regras da União Europeia, escreve esta segunda-feira o jornal The Guardian.

Os representantes do Reino Unido nas negociações de saída da União Europeia aperceberam-se, desde as eleições antecipadas que deixaram Theresa May com uma maioria mais pequena do que aquela que detinha antes de ter decidido voltar às urnas, de que é preciso escolher, e já não é possível ter sol na eira e chuva no nabal.

“Temos um problema porque só há duas opções viáveis”, disse uma fonte próxima do planeamento britânico ao Guardian. “Uma é um acordo de muito acesso e pouco controlo, e a outra é um acordo de pouco acesso e muito controlo, em que o resultado é algo semelhante ao CETA”, acordo entre a União Europeia e o Canadá.

A posição de Theresa May e de Jeremy Corbyn, líderes dos dois principais partidos, tem sempre sido a contrária: a de que o Reino Unido poderá manter acesso total para comércio e trocas, sem conceder nos campos da imigração, dos pagamentos devidos e da legislação.

“O que temos visto após as eleições é que as vozes dos empresários, que tinham sido silenciadas, estão a recuperar”, disse uma outra fonte ao Guardian. “Os argumentos económicos que se tinham perdido nos primeiros seis meses estão a ser ouvidos. (…) Há alguns ministros, como o chanceler, que entendem, e há outros que ou não entendem ou não querem entender”.

Confrontado pelo Guardian, um porta-voz do ministério do Brexit disse que não houve mudança de estratégia, e que a ideia de procurar muito acesso e muito controlo continua a ser a estratégia oficial do Governo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brexit: Britânicos terão de escolher economia ou soberania

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião