Caldeira Cabral: Autoeuropa e funcionários vão chegar a um entendimento

  • Lusa e ECO
  • 7 Julho 2017

Depois de a empresa ter expandido a produção e estar a negociar um novo horário com os trabalhadores, o ministro da Economia está seguro que ambas as partes chegarão a um "entendimento positivo".

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse esta sexta-feira acreditar que a Autoeuropa vai chegar a “um entendimento positivo” com os seus trabalhadores, depois de a empresa ter expandido a produção e, consequentemente, ter gerado mais trabalho.

“Não vou discutir questões laborais específicas da empresa. As questões laborais de cada empresa são discutidas em cada empresa e a empresa em particular tem muito boa tradição de relações laborais e penso que, certamente, chegará a um entendimento positivo com os trabalhadores”, sustentou.

No final de uma visita à fábrica de calçado Ara, em Seia, Manuel Caldeira Cabral sublinhou que o novo modelo da Autoeuropa está a proporcionar uma expansão da sua produção, sendo por isso que “precisa de mais trabalho”. “Isso é um bom sinal, de dinamismo da economia”, acrescentou.

A comunicação social avança hoje que a Autoeuropa está a negociar um novo horário com os trabalhadores da fábrica portuguesa do grupo Volkswagen, propondo que passe a funcionar seis dias por semana e que os operários tenham apenas uma folga fixa, ao domingo, e duas folgas consecutivas a cada três semanas.

Aos jornalistas, o representante do Governo realçou que há três anos se falava em despedimentos e suspensões temporárias dos contratos de trabalho, enquanto atualmente se fala de criação de emprego e de investimentos. “Assinalo o bom momento que se vive em toda a indústria automóvel, não só nas grandes empresas, mas o bom momento de investimento na Autoeuropa, na Renault, PSA e outras grandes empresas automóveis que estão em Portugal e todas a investir. Também as empresas de componentes e moldes estão a ter um momento mais dinâmico, com criação de emprego e investimento”, concluiu.

Qualificação e formação para aumentar a mão de obra

Na mesma visita, o ministro da Economia admitiu que há setores onde já se sente falta de mão-de-obra, embora entenda que este é um problema “mais positivo” do que o elevado desemprego encontrado ao chegar ao Governo. Caldeira Cabral frisou também que o atual Governo tem “uma aposta muito forte” na qualificação e na formação.

“Há alguns setores onde já se sente a falta de mão-de-obra e é para esses setores que temos de canalizar a formação e ajudar quem está no desemprego a encontrar um emprego mais qualificado e, por isso mesmo, com melhores condições e remuneração. É assim que se progride e é esse o caminho que estamos a fazer”, referiu.

No seu entender, os números relativos ao desemprego nacional têm vindo a diminuir, ultrapassando as expectativas de praticamente todas as agências internacionais, no entanto, Portugal ainda tem “um nível de desemprego elevado”. Para colmatar isto, o ministro da Economia reiterou a necessidade de apostar na qualificação e na formação.

“Temos que valorizar mais a mão-de-obra e temos que trazer mais mão-de-obra para o mercado de trabalho, com melhores qualificações. Essa é uma aposta que está no Plano Nacional de Reformas e é uma aposta que estamos a seguir com toda a convicção”, sustentou.

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