BCE avalia credibilidade dos principais acionistas do Deutsche Bank

  • ECO
  • 17 Julho 2017

Um dos visados é o grupo chinês HNA, que está presente no capital da TAP. Banco central quer despistar ilegalidades e fragilidades dos principais acionistas do banco alemão.

O Banco Central Europeu (BCE) pretende levar a cabo uma avaliação dos dois principais acionistas do Deutsche Bank, a família real do Qatar e a chinesa HNA, que está no capital da TAP.

“Que o BCE está a investigar ou a considerar investigar os acionistas é de facto verdade“, referiu uma fonte do regulador à agência Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês) depois de o jornal alemão Sueddeuschte Zeitung ter adiantado no fim de semana que em cima da mesa está a possibilidade de a autoridade de supervisão europeia lançar um processo de controlo acionista para escrutinar aqueles dois acionistas que detêm menos de 10% do capital do banco alemão, abaixo da fasquia a partir da qual este processo é automaticamente desencadeado.

Com este escrutínio, o banco central pretende saber se um investidor é ou não credível e financeiramente robusto, perceber qual a origem do dinheiro usado para o investimento, e analisar registos criminais no sentido de afastar qualquer ilegalidade do acionista com lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo.

“A aprovação do processo tem como objetivo assegurar que apenas os investidores mais adequados entrem no sistema bancário para evitar qualquer disrupção no normal funcionamento do sistema”, diz o site do BCE.

"A aprovação do processo tem como objetivo assegurar que apenas os investidores mais adequados entrem no sistema bancário para evitar qualquer disrupção no normal funcionamento do sistema.”

BCE

Normalmente, a revisão tem lugar apenas quando um acionista atinge os 10% do capital do banco ou dos direitos de votos. Mas também poderá ocorrer caso haja “uma influência significativa na gestão dos direitos do banco”, frisa ainda o BCE no seu site.

Tanto a família real do Qatar como o grupo HNA têm lugar no conselho de administração do Deutsche Bank. Um resultado negativo desta avaliação poderá levar a que o BCE proíba o acionista de exercer os seus direitos de votos.

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