Impresa encolhe prejuízos. Perde 165 mil euros até setembro

A Impresa registou prejuízos de 165 mil euros nos primeiros nove meses do ano, o que traduz uma melhoria face ao resultado negativo de 585 mil euros registados há um ano.

A Impresa IPR 2,26% , proprietária da estação televisiva SIC, registou prejuízos de 165 mil euros nos primeiros nove meses do ano, o que traduz uma melhoria face ao resultado negativo de 585 mil euros registados há um ano. As contas do grupo de media mantêm-se no vermelho numa altura em que está a reposicionar a sua estratégia com a venda de algumas revistas.

Numa nota enviada aos mercados esta terça-feira, a Impresa informa que registou, até setembro, receitas consolidadas de 146,4 milhões de euros, menos 3,4 milhões de euros do que nos mesmos nove meses de 2016. A esmagadora maioria das receitas foram geradas com a televisão: cerca de 111 milhões de euros, cerca de 76% do total.

A companhia liderada por Francisco Pedro Balsemão também reduziu os custos operacionais em 2,3%, para 137,8 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) fixou-se nos 8,6 milhões de euros. Contas feitas, o prejuízo nos nove primeiros meses do ano foi de pouco mais de 165 mil euros. Já a dívida líquida do grupo caiu 3,9% para 192,6 milhões de euros.

Entre outras coisas, a Impresa destaca, da atividade entre julho e setembro (terceiro trimestre), uma subida de 10,5% das receitas com publicidade, que diz ter sido “transversal a todas as áreas” — como a televisão, as revistas e o jornal Expresso. Também registou um aumento de 1,8% das receitas de circulação, numa altura em que pretende desfazer-se da maioria dos negócios no segmento de publishing.

Impresa confirma “manifestações de interesse” sobre a venda das revistas

Foi em agosto que se soube da intenção da Impresa de fechar ou alienar a maioria dos seus ativos no segmento de imprensa. Em causa, títulos como a revista Visão, escapando apenas a Caras e o Expresso. Agora, dois meses depois, o grupo confirma ao mercado que “recebeu manifestações de interesse” para a compra dos ativos que quer vender.

“No passado mês de agosto, a Impresa informou que tinha iniciado um processo de avaliação do seu portefólio na área do publishing, que poderia implicar a alienação desses ativos, com vista a efetuar um reposicionamento estratégico da sua atividade. No seguimento dessa iniciativa, a Impresa recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas. A esta data, ainda não foi tomada qualquer decisão resultante deste processo, pelo que não é possível apurar qualquer impacto da mesma”, lê-se no relatório enviado à CMVM.

A melhoria dos resultados da Impresa surge numa altura de especial dinâmica no setor dos media. A Media Capital, principal concorrente da Impresa, dona da TVI, está em pleno processo de venda à Altice, dona da Meo, num negócio avaliado em 440 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 17h41 com mais informações)

Cotação das ações da Impresa na bolsa de Lisboa

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