A seguir aos EUA, é Portugal quem tem mais “estrelas em ascensão” na S&P

A seguir aos EUA, é Portugal quem detém mais "estrelas em ascensão" na lista da agência de rating norte-americana Standard & Poor's.

Portugal tem quatro “estrelas em ascensão” na lista da Standard & Poor’s, sendo o segundo país em todo o mundo com o maior número de rising stars junto da agência de rating norte-americana. Isto acontece depois de a agência ter retirado o país do lixo no mês passado, com a melhoria do rating da República a levar consigo uma subida da notação de outros dois emitentes nacionais — a EDP já era uma rising star.

“Os emitentes portugueses são os segundos que mais contribuem para as estrelas em ascensão a nível global, com quatro estrelas, enquanto os EUA lideram com 14 estrelas”, referiu Diane Vazza, diretora do departamento de research de obrigações da S&P Global.

Em outubro, o número de estrelas em ascensão aumentou para 33 depois de mais cinco emitentes terem entrado na lista daquela agência, três dos quais estão baseados em Portugal. “Os três acréscimos de Portugal resultam da melhoria do rating não solicitado da República de Portugal de “BBB-” para “BB+”, argumenta a agência norte-americana. Foram eles o soberano, Portugal, e os bancos BPI e Santander Totta, que se juntaram à EDP na lista de rising stars.

"Os emitentes portugueses são os segundos que mais contribuem para as estrelas em ascensão a nível global, com quatro estrelas, enquanto os EUA lideram com 14 estrelas.”

Diane Vazza

Diretora do departamento de research de renda fixa da S&P Global

As “estrelas em ascensão” representam os emitentes (incluindo empresas e governos) cuja notação de crédito abandonou a categoria de “investimento especulativo” tendo saltado para uma categoria de “investimento de qualidade”.

De forma surpreendente, a S&P melhorou o rating de Portugal a 15 de setembro, retirando a notação do nível “lixo”, refletindo uma “melhoria das previsões de crescimento económico entre 2017 e 2020, assim como o sólido progresso que o país efetuou na redução do défice orçamental e como a redução do risco de deterioração das condições de financiamento externo”.

Dias depois, a 19 de setembro, a agência reviu em alta as notações do BPI e do Santander Totta, “acompanhando a decisão de melhorar o rating soberano português”.

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