Qualcomm dispara na bolsa com possível oferta da Broadcom

A empresa que fabrica os chips para o iPhone poderá vir a ser comprada pela gigante Broadcom. A Bloomberg fala em negociações exploratórias e a notícia fez disparar os títulos da Qualcomm na bolsa.

Dois gigantes podem vir a juntar-se em breve. A multinacional norte-americana Broadcom estará interessada em adquirir a gigante dos processadores Qualcomm, que fabrica, por exemplo, os chips do iPhone. A notícia foi avançada pela Bloomberg esta sexta-feira, que indica que a Broadcom estará em negociações exploratórias para aquisição da rival da Intel, citando fontes familiarizadas com o assunto.

Ainda não terá sido tomada qualquer decisão. As mesmas fontes indicam que a Broadcom, que também fabrica circuitos integrados e semicondutores, terá consultado alguns conselheiros para discutir a possível compra. A avançar, poderá ser o maior negócio de sempre neste segmento do setor tecnológico. Contactados pela agência, responsáveis de ambas as empresas recusaram comentar estas informações.

A notícia surge numa altura em que a Qualcomm se prepara para fechar um outro negócio. A empresa californiana anunciou recentemente a aquisição da NXP Semiconductors, outra companhia do mesmo ramo, por 47 mil milhões de euros. A compra encontra-se sob escrutínio dos reguladores e tem merecido oposição de alguns acionistas, que estarão descontentes com os termos em que a operação foi anunciada.

Apesar de ainda não ser um negócio fechado, a possibilidade da compra da Qualcomm pela Broadcom está a fazer mexer os mercados. As ações de ambas as empresas reagiam positivamente à notícia a poucas horas do final da sessão, com os títulos da Broadcom a valorizarem 4,04% para 269,975 dólares.

Contudo, era a Qualcomm a que mais beneficiava, com as ações a dispararem 12,53%, de 54,84 dólares para 61,71 dólares, a maior subida da empresa desde outubro de 2008. Após esta subida, a Qualcomm fica avaliada em cerca de 92 mil milhões de dólares.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Qualcomm dispara na bolsa com possível oferta da Broadcom

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião