Já há coligação na Alemanha. SPD fica com as Finanças

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2018

Conservadores e social-democratas chegaram, por fim, a um acordo para formar um Governo de coligação, na Alemanha. O quarto mandato de Merkel já está à vista. Schulz fica com Negócios Estrangeiros.

Os conservadores de Merkel e os social-democratas de Schulz chegaram, por fim, a um acordo para formar um Governo de coligação, na Alemanha. A notícia avançada pelo Financial Times marca o fim do impasse governativo que o país vivia, desde as eleições de setembro.

De acordo com o Der Spiegel, na reunião desta quarta-feira ficou também esclarecida a distribuição das pastas: o SPD ficará, deste modo, com os ministério dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e do Trabalho, bem como o da Família, Justiça e do Ambiente. Por outro lado, a CDU receberá as pastas da Defesa, Economia, Agricultura, Saúde e Educação. Já a CSU deverá ficar com o ministério do Interior.

Segundo com o mesmo jornal, Martin Schulz deverá ocupar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros. A pasta das Finanças, por sua vez, deverá ser entregue a Olaf Scholz, atual autarca de Hamburgo, avança a Bloomberg.

Agora que as conversações estão formalmente encerradas, o acordo será referendado junto dos 460 mil membros do partido de Schulz. Se a maioria o aprovar, Angela Merkel poderá assim dar início ao seu quarto mandato, no cargo de chanceler, pela altura da Páscoa, o que colocará um ponto final no período mais longo sem Governo que a Alemanha viveu desde a II Guerra Mundial. Se, por outro lado, o pacto for rejeitado, Merkel terá de escolher entre voltar às urnas ou formar um Governo minoritário.

Os resultados “inconclusivos” das eleições de setembro tinham colocado a chanceler alemã numa posição debilitada. Depois da aliança com os Verdes e com o FDP ter caído por terra, Merkel viu-se mesmo obrigada a recorrer ao apoio do SPD para forjar uma “grande coligação”. Os principais obstáculos ao elo que acabou por ser confirmado, esta quarta-feira, recorda a BBC News, foram os direitos dos trabalhadores e o sistema de saúde.

Angela Merkel está há 12 anos no poder. A sua continuação no cargo de chanceler representa a preservação tanto da sua autoridade pessoal como da própria Alemanha, nomeadamente no seio da União Europeia.

Notícia atualizada às 11h20

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