Inflação sobe mais do que o esperado. Wall Street em stress

A pressão vendedora voltou aos mercados norte-americanos, no dia em que se soube que a inflação subiu mais do que o antecipado em janeiro, pondo em causa o ritmo gradual de subida de juros da Fed.

As bolsas norte-americanas voltaram às quedas. Abriram esta quarta-feira em terreno negativo, depois de se saber que a inflação nos Estados Unidos subiu mais do que o esperado, segundo a Reuters. Renovam-se assim os receios dos investidores de que os juros vão subir a uma velocidade superior ao esperado este ano.

Neste contexto, e depois de os futuros terem estado a cair 1% antes da abertura das bolsas, o S&P 500 está a cair 0,32% para um valor inferior a 2.655 pontos. O industrial Dow Jones recua 0,48% para próximo dos 24.518 pontos e o tecnológico Nasdaq derrapa 0,26%, baixando a fasquia dos 7.000 pontos.

De acordo com a Reuters, o índice de preços no consumidor avançou 0,5% em janeiro. A inflação incidiu especialmente nos combustíveis, no alojamento e nos cuidados de saúde, segundo dados do Departamento do Trabalho.

A inflação tem sido apontada como um dos principais fatores na origem de dois mini-crashs em Wall Street na semana passada. Segundo alguns analistas, os investidores temem que a Fed acelere a subida dos juros este ano, o que penalizará as empresas, sobretudo as mais endividadas.

A correção nos mercados bolsistas começou logo no início do mês mas acentuou-se na segunda-feira da semana passada, com o Dow Jones a afundar mais de 4%. Na última quinta-feira caiu 3,75%. No entanto, desde a última sexta-feira, os ânimos pareciam ter acalmado, com o índice a fechar sucessivamente em terreno positivo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Inflação sobe mais do que o esperado. Wall Street em stress

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião