VdA, Abreu, Uría e também PLMJ. Porque estão os grandes escritórios a mudar de instalações?

A Advocatus foi perceber: Abreu Advogados, Vieira de Almeida, Uría Menéndez – Proença de Carvalho já mudaram. PLMJ muda ainda este ano. Linklaters arrendou mais um piso na Fontes Pereira de Melo.

A nova sede da Abreu Advogados conta com dois pisos, 4200 m2 e 7400 m2 de área bruta de construção. A obra implicou 23 toneladas de aço, 23 km de rede, 14 cabos de iluminação e 1000 m2 de paredes de vidro. O espaço interior tem14 salas de reunião para clientes e cinco internas, um auditório para 100 pessoas e uma ‘foodcourt’ (área de refeição) para outras 70. Um espaço clean, onde o branco impera e onde o lema é “paper less”, como explicou à Advocatus o sócio do escritório Francisco Patrício, à medida que nos guiava pelo edifício que em tempos serviu os Arquivos Gerais da Administração do Porto de Lisboa. O escritório fundado por Miguel Teixeira de Abreu abriu as hostes – em outubro passado – nesta leva de mudança de alguns dos escritórios mais marcantes e com maior volume de negócios da nossa praça.

Dora Miller

 

Seguiu-se a Vieira de Almeida & Associados – fundada por Vasco Vieira de Almeida – em novembro. Em comum? A zona ribeirinha (um perto de Santa Apolónia e o outro na zona de Santos) e o atelier de arquitectura Open Book.

A Advocatus questionou um dos sócios desse atelier, Rodrigo Sampayo, que explicou as diferenças: “são dois conceitos em tudo semelhante e em tudo diferentes. Ou seja, são empresas da mesma área de negócio, mas com histórias bastantes distintas”. O arquitecto concretiza: “sob o ponto de vista da intervenção arquitetónica, o escritório da Abreu Advogados é uma reabilitação pura, sendo as pré-existências de grande qualidade e num estado de conservação muito bom, foi necessário introduzir todas as infraestruturas necessárias à nova utilização, compartimentando adequadamente o espaço e dotando-o da o climatização e conforto que um escritório atual exige”. Já o espaço da VdA, “igualmente um armazém de grande qualidade, estava num estado de degradação mais evidente. No entanto existia um núcleo central de enorme interesse que se utilizou como ícone do conjunto. Todo o espaço remanescente foi integralmente refeito, dotando-o de uma arquitetura contemporânea de grande qualidade que em conjunto com uma fachada discreta, cria um efeito de contraste que surpreende o visitante”.

O escritório cujo managing partner é João Vieira de Almeida vai um pouco mais além: Ocupa na totalidade de 8.330 m2 de área bruta acima do solo e 3.192 m2 de área bruta abaixo do solo e resulta de um projeto de reabilitação de um conjunto de naves industriais em Santos, da propriedade da Fidelidade Companhia de Seguros. O edifício, uma referência de estilo em edifícios do tipo industrial da primeira metade do século XX, mantinha a sua arquitetura original de grande interesse. “Este movimento representa também o nosso compromisso para com a cidade de Lisboa, a quem retribuímos com este projeto de reabilitação, num ambiente cultural e de inovação, e com uma tecnologia que nos prepara para os desafios futuros dos escritórios de advocacia empresarial. Este é também um espaço de proximidade, em que a forte cultura VdA se faz sentir em todo o conceito”, refere João Vieira de Almeida.

A Uría Menéndez – Proença de Carvalho, que na semana de fecho desta edição acabara de se mudar, escolheu o coração da cidade: Praça Marquês de Pombal, a cinco minutos a pé do sítio onde o escritório já operava. “Este passo da Uría Menéndez – Proença de Carvalho é mais uma revelação do crescimento do escritório em Portugal e da sua consolidação como sociedade de advogados de referência no mercado português”, segundo comunicado do escritório.

Levantamento Arquitectura novo edifício Uría Menéndez, Marquês de Pombal, Lisboa.

 

No caso do escritório fundado por José Miguel Júdice, a mudança da PLMJ será da Av. da Liberdade para a Av. Fontes Pereira de Melo e acontecerá apenas no final de 2018. O atelier de arquitetos responsável pelo projeto é o BGA – Bak Gordon Atelier. O escritório preferiu remeter para mais tarde mais pormenores das razões da mudança.

Da parte da Abreu, a resposta é clara: “Este projeto nasce do nosso crescimento orgânico no mercado da advocacia. Em menos de dez anos, passamos de apenas seis para mais de 300 profissionais em que 200 são advogados. Este crescimento colocou-nos perante a oportunidade de reabilitar um edifício histórico”, explicam. “Estávamos separados por pisos e tivemos necessidade de espaço”, explica Francisco Patrício que acrescenta: “aproveitamos a onda reformista desta zona”.

E se a Abreu Advogados assume os gastos -um investimento de 13 milhões de euros – a VdA não responde. Questionada pela Advocatus qual o valor total gasto com esta mudança, Matilde Horta e Costa, responsável pelo processo, apenas disse que “o novo espaço, embora mais amplo e com uma organização mais sofisticada representa um esforço de racionalização de custos, cujo resultado foi um sucesso”. E acrescenta que esta mudança esteve lado a lado com a forma de estar da VdA com um “espírito inovador, com forte ambiente internacional e traduzindo-se numa experiência única” para quem lá trabalha e para os visitantes.

Para terminar este ciclo, pelo menos para já, resta acrescentar que também a Linklaters se expandiu por mais um piso.

“Arrendámos mais um piso no edifício onde já estávamos instalados na Fontes Pereira de Melo, e neste piso foi instalada uma área exclusivamente dedicada a clientes com várias salas de reuniões e tecnologia de última geração e onde também passou a funcionar a receção do escritório”, explica fonte oficial do escritório.

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