Deco só consegue ajudar um em cada dez sobreendividados

  • ECO
  • 28 Fevereiro 2018

Número de pedidos de ajuda de sobreendividados à Deco caiu 2%, para cerca de 29 mil no ano passado, mas situações que chegam à associação de consumidores são muito difíceis.

Em 2017, o número de famílias sobreendividadas a pedir apoio à Deco caiu ligeiramente para 29 mil. Mas a associação de consumidores apenas conseguiu ajudar uma pequena parcela das famílias que apresentam taxas de esforço muito elevadas. A Deco ajudou uma em cada dez famílias que pediram ajuda ao seu gabinete de apoio aos sobreendividados (GAS), enquanto a taxa de esforço média supera 70% do rendimento, avança a Renascença.

Os dados constam no boletim estatístico do GAS que faz o balanço da atividade deste gabinete relativo ao ano passado. De acordo com esses dados, no ano passado a Deco recebeu cerca de 29 mil pedidos de ajuda de famílias sobreendividadas, 2% abaixo do verificado no ano anterior, mas apenas conseguiu ajudar 2.422 agregados. Ou seja, apenas cerca de 8% dos casos.

Com um rendimento médio mensal de 1.200 euros, mas com encargos no valor de 850 por mês, a taxa de esforço das famílias portuguesas é de 70,8%, avança ainda a Renascença. O que se verifica é que, apesar de terem rendimentos e “não estarem em situação de pobreza, [estas famílias] têm os mesmos problemas que uma família em situação de pobreza”, afirmou Natália Nunes, responsável pelo GAS, citada pela rádio.

De acordo com o mesmo boletim, pela primeira vez, o valor médio dos créditos de cada família que recorreu à Deco para pedir apoio, ultrapassou os 100 mil euros. É destacada ainda a subida das penhoras e execuções para o segundo lugar das causas para o sobreendividamento (16%, mais 2% do que em 2016).

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