Chineses da Fosun reforçam posição no BCP. Já têm mais de 27% do banco

Os chineses da Fosun aumentaram a sua posição no BCP para 27% no final do ano passado, reforçando o estatuto de principal acionista do banco português.

Os chineses da Fosun aumentaram a sua posição no BCP para mais de 27% no final do ano passado, reforçando o estatuto de principal acionista do banco português.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o “BCP informa que, na sequência da publicação dos resultados anuais de 2017 do Grupo Fosun, hoje efetuada, a Chiado, sociedade detida pela Fosun International, detinha, à data de 31 de dezembro de 2017, uma participação de 27,06% do capital social do BCP, correspondente a 4.089.789.779 ações“.

Isto quer dizer que a Fosun adquiriu cerca de 286 milhões de ações do BCP nos últimos quatro meses de 2017 — a última posição conhecida datava do dia 11 de setembro e atribuía ao grupo chinês uma posição de 25,16% (correspondente a 3.803.333.697 ações).

Ainda no início deste mês, Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade e partner global da Fosun, adiantava que a Fosun estava “muito satisfeita com o seu investimento no BCP” e até admitia reforçar a participação no banco liderado por Nuno Amado. O grupo chinês tem uma autorização do Banco Central Europeu (BCE) para aumentar a sua posição no banco português até aos 30%.

Com isto, a Fosun destaca-se ainda mais no seio acionista do BCP. De acordo com os últimos dados oficiais, o segundo maior acionista do banco é a Sonangol, que detinha 15,24% — embora o Jornal Económico tenha revelado que os angolanos também reforçaram para perto de 20% no final de 2017. Seguem-se BlackRock e Grupo EDP, com posições qualificadas de 2,63% e 2,11%, respetivamente.

A posição da Fosun no BCP está avaliada em 1.135 milhões de euros a preços de mercado.

Fonte: BCP e Reuters

(Notícia atualizada às 18h05)

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