Há mais quatro empresas interessadas em aderir ao Clube de Fornecedores

Ministro da Economia anunciou, esta quinta-feira, que há mais quatro empresas interessadas em criar Clubes de Fornecedores, depois da Bosch ter investido 100 milhões no projeto.

Depois da Bosch, há já quatro outras empresas interessadas em criar Clubes de Fornecedores, garantiu, esta quinta-feira, o ministro da Economia. Num encontro sobre as oportunidades de financiamento para as empresas portuguesas, Caldeira Cabral avançou que há mais grandes companhias, além da multinacional alemã, interessadas em formar parcerias com pequenas e médias empresas (PME) nacionais.

Destes quatro projetos, o ministro disse ao ECO que as negociações com dois estão ainda em fase embrionária e com outros dois estão numa etapa mais avançada. Contudo, o Executivo está confiante na chegada a bom porto com todos eles.

Em maio do ano passado, o Governo lançou um desafio à Embraer para criar o seu próprio Clube de Fornecedores, de modo a dinamizar o cluster aeronáutico. Esta deverá ser uma das empresas que Caldeira Cabral diz estarem interessadas no projeto, e na fase mais avançada das negociações, embora o responsável tenha insistido em não revelar os nomes, “para não prejudicar as negociações”.

Meses mais tarde, o ECO contactou fonte oficial da empresa para saber qual o rumo das negociações e apenas foi possível aferir que a empresa estava a trabalhar no projeto. “Estamos a trabalhar neste projeto tal como combinado com o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, quando visitou as nossas instalações em Évora”, disse fonte oficial. “Uma vez que a nossa indústria é muitas vezes caracterizada por ciclos longos de produção e estes projetos levam tempo a acertar, estamos ativamente a trabalhar numa série de ideias nesta área que revelam potencial”, acrescentou.

Antes desta operação de charme, a Bosh já tinha anunciado um investimento de 100 milhões de euros no seu Clube de Fornecedores, que prevê a criação de 300 postos de trabalho.

Esta iniciativa promovida pelo IAPMEI tem como objetivo garantir a integração de PME em cadeias produtivas mundiais através da sua qualificação. O projeto passa pela sua colaboração com empresas nucleares e que têm um papel relevante nas cadeias de valor que lideram.

Neste sentido, o projeto que tem à cabeça a multinacional alemã integra a Universidade do Minho, cinco instituições de interface e 36 PME nacionais.

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