Só oito devedores custaram 500 milhões ao Novo Banco

  • ECO
  • 28 Abril 2018

O Novo Banco assumiu perdas de 500 milhões com os créditos de oito devedores. Nesta lista inclui-se a Promovalor, de Luís Filipe Vieira, Grupo Lena e SCG, de João Pereira Coutinho.

No ano passado, o Novo Banco assumiu perdas de cerca de 500 milhões de euros com os créditos de oito devedores. Entre os grupos empresariais que mais provisões obrigaram a instituição financeira liderada por António Ramalho a constituir para fazer face a potenciais prejuízos com estes empréstimos com risco elevado de incumprimento inclui-se a Promovalor, de Luís Filipe Vieira, Grupo Lena e SCG, de João Pereira Coutinho.

Segundo o Correio da Manhã (acesso pago), além das perdas assumidas com os empréstimos da Promovalor, Grupo Lena e SCG, as provisões do Novo Banco também abrangem potenciais perdas com os créditos da Prebuild, Grupo MSF, Grupo Tiner e Grupo Moniz da Maia, empresas relacionadas com o setor imobiliário. Na área da saúde oral, o Grupo Maló é outro dos devedores.

As dívidas atingem valores elevados. A Promovalor tinha uma exposição de 466 milhões de euros e o Grupo Lena e a Prebuild tinham uma dívida total de 305 milhões, cada. Já o Grupo Moniz da Maia, liderado por Bernardo Moniz da Maia (ex-administrador do BESI), tinha uma dívida total de 603 milhões de euros à instituição liderada por António Ramalho.

Com a constituição de provisões de cerca de 500 milhões, os oito clientes representam 24% dos potenciais prejuízos de 2.057 milhões de euros assumidos pelo Novo Banco em 2017, refere o jornal. Questionado, o Novo Banco recusou comentar.

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