Revelar devedores da CGD? “Sigilo bancário é um pilar” do setor

  • Rita Atalaia
  • 7 Maio 2018

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos defende que o sigilo bancário é a "pedra angular" entre clientes e bancos. E deve, por isso, ser respeitado, nomeadamente no caso dos devedores da CGD.

Faria de Oliveira defende que o sigilo bancário deve ser respeitado. Isto depois de o PSD ter entregado um pedido para conhecer os maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Para o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), os nomes destes clientes não devem ser revelados, correndo-se o risco de pôr em causa a “pedra angular” na relação entre clientes e os bancos.

“O sigilo bancário é um pilar que impede a revelação dos nomes. Protege os cidadãos, empresas e o bom nome”, referiu Faria de Oliveira num encontro com jornalistas para marcar o fim do seu mandato à frente da entidade que representa as instituições financeiras nacionais, referindo-se ao pedido do PSD para que sejam revelados os nomes dos maiores devedores da Caixa. “É uma prática consagrada” e a “pedra angular entre os clientes e os bancos”, defende o presidente da APB.

"O sigilo bancário é um pilar que impede a revelação dos nomes. Protege os cidadãos, empresas e o bom nome.”

Faria de Oliveira

Presidente da Associação Portuguesa de Bancos

As declarações são feitas depois de o presidente do PSD ter anunciado que o partido vai pedir formalmente na Assembleia da República a revelação dos nomes dos 50 maiores devedores do banco estatal.

“Se agora vierem com subterfúgios do ponto de vista legal, dizendo que não o podem fazer porque a lei não o permite, então podem contar com o apoio do PSD para mudar a lei que não permite que os portugueses saibam quem é que deve tanto dinheiro ao banco público”, salientou Rui Rio.

A este pedido, a CGD já reagiu. O banco estatal afirma, “tal como a restante banca, estar obrigada aos deveres de sigilo bancário”, rejeitando divulgar qualquer lista com o nome dos seus maiores devedores.

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