Moscovici: Portugal está numa posição mais forte, mas ainda enfrenta desafios

  • ECO
  • 12 Junho 2018

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros defende que Portugal deve reforçar "o seu sucesso através do combate às vulnerabilidades que ainda mantém".

“Portugal está hoje numa posição muito mais forte do que há dez anos, quando a crise financeira estava a começar”, mas o país ainda enfrenta desafios. Quem o diz é o comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici.

O Jornal de Negócios quis saber, junto do comissário, se Portugal estaria hoje mais bem preparado para enfrentar uma crise económica global. Moscovici indica, no seu comentário, que as “decisões difíceis” tomadas desde os anos da crise “ajudaram a tornar as finanças públicas sustentáveis, a reparar o setor bancário e a tornar a economia mais competitiva”. “Hoje, a economia portuguesa cresce de forma robusta, as suas finanças públicas estão a melhorar e o desemprego está a cair rapidamente”, diz ainda.

Recordando que a Bruxelas reconhece Portugal já não apresenta desequilíbrios macroeconómicos excessivos, as recomendações recentes “focam-se nos desafios que o país ainda enfrenta”. “Queremos que Portugal reforce o seu sucesso através do combate às vulnerabilidades que ainda mantém: reduzindo a sua ainda elevada dívida, fortalecendo mais partes do setor bancário, tornando o mercado de trabalho mais inclusivo. Mas o facto de que Portugal ainda enfrenta desafios – que país não os tem? – não nos deve desviar das importantes conquistas dos anos recentes, que tornaram a economia portuguesa muito mais resistente a choques potenciais”, sublinha Moscovici.

Para o comissário europeu, também há “mais trabalho a fazer para tornar a zona euro como um todo mais resistente, bem como mais justa e mais democrática”. Pierre Moscovici lembra que o Euro Summit, no final de junho, “precisa de tomar ações decisivas credíveis” no sentido do reforço da zona euro. “Esta vai ser a última oportunidade para fazer progressos significativos nesta frente durante um longo período de tempo – é vital que os façamos”, conclui.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moscovici: Portugal está numa posição mais forte, mas ainda enfrenta desafios

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião