Altice vende torres da Meo a Pires de Lima, Sérgio Monteiro e Morgan Stanley

A Altice confirmou a venda das torres de telecomunicações da Meo por 660 milhões de euros. O consórcio comprador inclui um fundo de Pires de Lima e Sérgio Monteiro e o Morgan Stanley.

A Altice fechou a venda das torres de telecomunicações da Meo a um consórcio que tem um fundo de investimento de Pires de Lima e Sérgio Monteiro e o Morgan Stanley, avançou a Bloomberg (acesso condicionado), tal como confirmou a própria empresa mais tarde em comunicado. A empresa deverá ainda vender ao grupo KKR uma participação minoritária na subsidiária que gere estas infraestruturas em França.

Estes ativos, considerados um investimento imobiliário de longo prazo (a Altice só está a vender as estruturas metálicas onde estão instalados os equipamentos), estariam avaliados em 700 milhões de euros. A venda completou-se por 660 milhões de euros.

O consórcio comprador inclui a Morgan Stanley e a Horizon Equity Partners. É este segundo fundo de investimento que é liderado pelos ex-ministros António Pires de Lima, ministro da Economia no Governo de Pedro Passos Coelho, e Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Infraestruturas e Telecomunicações no mesmo Governo.

A dona da Meo também quis vender o portefólio de torres em França, mas deverá alienar apenas uma pequena percentagem da sua subsidiária que gere as infraestruturas no país ao grupo KKR, avaliada em 1,7 mil milhões de euros. O portefólio português de torres de telecomunicações inclui 3.000 torres em Portugal. Em França, estão em causa 10.000 torres, anunciou a empresa recentemente.

A Altice confirmou esta tarde em comunicado que “a sua subsidiária Altice Portugal chegou a um acordo, sobre a venda de participações nos seus negócios de torres de telecomunicações em França e Portugal, com uma contrapartida inicial de € 2,5 mil milhões”. Fica assim criada “uma das maiores empresas de torres de telecomunicações da Europa”, a TowerCo.

Citado no comunicado da empresa, o fundador da Altice Patrick Draghi mostrou-se entusiasmado com as “novas parcerias em torres de comunicações”, afirmando que “estas transações sublinham o nosso compromisso de desalavancagem e em gerir proativamente o nosso balanço, realçando o valor significativo do negócio da Altice Europe”.

As empresas recusaram comentar as informações, mas a Bloomberg cita “fontes conhecedoras do processo”. A Altice quis vender estes ativos depois de anunciar um travão nas compras perto do final do ano passado. Em causa, a dívida avultada que, neste momento, ronda os 32,2 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 17h08 com mais informações)

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