Guerra comercial assusta, mas Fed não tira pé do acelerador

As minutas da última reunião mostram uma Fed impressionada com a economia norte-americana, mas preocupada com as tensões comerciais. E focada na subida dos juros.

A maioria dos responsáveis da Fed defende a continuação da política de subida dos juros, mesmo num cenário de iminente guerra comercial. As minutas da reunião de 12 de junho mostram um board satisfeito com a evolução da economia, mas atento aos fatores de risco que poderão pesar no crescimento económico.

Desde logo, a Fed teme que uma guerra comercial tenha impacto negativo na economia. E acredita que as taxas sobre produtos fabricados na União Europeia e na China, que Donald Trump ameaça impor, podem passar a fatura ao investimento, penalizando-o de forma significativa. Nas minutas consta também que a entidade liderada por Jerome Powell está atenta a outros “desenvolvimentos políticos e económicos na Europa” que podem interromper o ciclo positivo.

Mas estes fatores não deverão resultar em alterações radicais na política da Fed para os juros. A Fed não deverá largar a sua estratégia de subida gradual do preço do dinheiro, de acordo com a Bloomberg. Mesmo num cenário de iminente guerra comercial.

As minutas mostram o que foi discutido pelos oficiais durante o encontro de dois dias, que levou à subida dos juros para perto da fasquia dos 2%, decisão que foi consensual. E que há margem para que a taxa continue a subir, prevendo-se mais duas subidas este ano.

No geral, os investidores reagiram positivamente a estas minutas. O índice de referência S&P 500 prolongou os ganhos e chegou a valorizar 0,8%. Pouco depois, corrigiu e está agora a avançar 0,5%.

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