Alemanha vai para o tri. Tem o maior excedente comercial do mundo

A maior economia da Zona Euro deve manter, pelo terceiro ano consecutivo, o maior excedente comercial do mundo, com um superavit de quase 300 mil milhões de dólares.

A Alemanha está a caminho de se consagrar, pelo terceiro ano consecutivo, o país com maior excedente externo do mundo, adianta o Financial Times. Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) como os Estados Unidos e até Bruxelas têm criticado repetidamente este panorama macroeconómico germânico, sublinhando que é preciso estimular a procura e as importações alemãs.

Os números avançados, esta terça-feira, pelo Instituto Ifo, de Munique, indicam que, este ano, a balança de transações correntes germânica deve registar um superavit de quase 300 mil milhões de dólares (quase 262,2 mil milhões de euros), isto é, 7,8% do PIB germânico.

Apesar de se manter o país mundial com o saldo mais positivo da balança que mede a diferença entre as exportações e as importações, a Alemanha está a registar, este ano, números ligeiramente abaixo dos verificados em 2017: no último ano, o excedente ficou-se nos 7,9% do PIB desse país.

Este tradicional superavit alemão explica-se não só pelo fértil e competitivo ecossistema empresarial do país — nomeadamente no setor automóvel — mas também pela política salarial em vigor. Além disso, Berlim já adiantou que os seus cidadãos — maioritariamente envelhecidos — preferem poupar uma parte significativa dos seus rendimentos ao invés de investir em bens importados.

Esse cenário macroeconómico alemão tem merecido críticas de Bruxelas — que considera qualquer excedente superior a 6% um sinal de desequilíbrio — do FMI — que recomenda o reforço do investimento público — e dos Estados Unidos, que sublinham a necessidade de estimular o consumo e as importações. Aliás, este excedente tão significativo foi uma das razões pelas quais Donald Trump chegou a ameaçar impor novas tarifas aduaneiras às importações norte-americanas de automóveis europeus, uma medida que prejudicaria particularmente a indústria germânica.

Os dados avançados, esta terça-feira, pelo Instituto Ifo indicam ainda os Estados Unidos, por sua vez, estão a caminho do maior défice da balança de transações correntes do mundo, com um saldo negativo de 420 mil milhões de dólares, isto é, 367 mil milhões de euros. Já a China não estará no pódio em causa, este ano, face ao aumento das importações e às suas fracas exportações. Isto num momento em que os confrontos comerciais entre os norte-americanos e os sínicos tem escalado, tendo sido impostas taxas aduaneiras recíprocas.

A seguir à Alemanha, o Japão e a Holanda são os países com maior excedente externo, com um superavit de 200 mil milhões de dólares (quase 174,8 mil milhões de euros) e 100 mil milhões de dólares (quase 87,4 mil milhões de euros), respetivamente.

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