Economia terá abrandado no arranque do terceiro trimestre

Em julho, os indicadores de atividade económica e de consumo privado dão sinais de desaceleração. Este é o primeiro mês do terceiro trimestre do ano.

A economia portuguesa deverá ter entrado no terceiro trimestre com uma tendência de abrandamento, mostram os dados do Banco de Portugal publicados esta sexta-feira. Em julho, os indicadores coincidentes de atividade e do consumo privado mostram taxas de crescimento abaixo das registadas no mês anterior.

O indicador coincidente para a atividade económica aumentou 1,8% em julho face ao período homólogo, depois de no mês anterior ter apresentado um crescimento de 1,9%. O indicador para o consumo privado cresceu 1,6%, o que compara com uma subida de 1,9% no mês anterior.

“Em julho, o indicador coincidente mensal para a atividade económica manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2017. O indicador coincidente mensal para o consumo privado voltou a apresentar uma redução face ao mês anterior”, escreve o Banco de Portugal.

Os dois indicadores apontam para um abrandamento em julho face à taxa de variação homóloga registada em junho, mas esta tendência foi mais acentuada no indicador do consumo privado.

O consumo privado é uma das componentes do PIB, com um peso de cerca de dois terços para a riqueza nacional.

Apesar de o indicador coincidente da atividade económica estar em abrandamento desde outubro de 2017, a economia terá acelerado no segundo trimestre deste ano, mostram as últimas estimativas rápidas do Instituto Nacional de Estatística.

O Banco de Portugal explica que “os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico. Assim sendo, apresentam um perfil mais alisado e não se destinam a refletir em cada momento do tempo a evolução da taxa de variação homóloga do respetivo agregado de Contas Nacionais”.

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