Preços na UE subiram 36%, mas em Portugal cresceram ainda mais

Desde o início do milénio, os preços agravaram-se mais de 36%, na União Europeia. Em Portugal, a subida registada foi ainda mais acentuada. A saúde, a educação e a alimentação escaparam à tendência.

Os preços praticados pelos comerciantes na União Europeia agravaram-se mais de 36%, desde o início do milénio. Em Portugal, a tendência foi idêntica, mas mais acentuada. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, em ambos os casos, foram os custos das bebidas alcoólicas e do tabaco os que mais dispararam.

Álcool e tabaco foram artigos cujos preços mais subiram, desde o início do milénio.

Assim, desde 2000, as bebidas alcoólicas e o tabaco viram os seus preços engordar 92,1%. Isto no quadro da União Europeia. Por cá, o aumento foi ainda mais acentuado (115,2%), o que se fica a dever ao agravamento da carga fiscal verificado nos últimos anos. Por exemplo, no Orçamento do Estado para 2018, o Governo subiu o imposto sobre a cerveja, bebidas licorosas e vinhos licorosos em cerca de 1,5%. No ano anterior, essa taxa já tinha subido 3%. No caso do tabaco, em 2018, o imposto subiu 1,4%.

Depois destes artigos, foi na educação que os custos mais aumentaram, no período considerado. No espaço comunitário, estudar ficou 91,2% mais caro. Apesar de Portugal ter registado uma tendência semelhante, o disparo foi menos significativo: os preços lusos subiram 81%.

E por falar em serviços e produtos cujos preços portugueses verificaram uma subida menos acentuada que a europeia, destaque para os custos com alimentos e bebidas não alcoólicas. Em Portugal, esses artigos ficaram 27,5% mais caros, desde o início do milénio, mas no conjunto da UE os preços dispararam 43,3%.

Também no que diz respeito aos cuidados de saúde, em Portugal, os custos subirem menos (31,6%) do que na média comunitária (40,8%). Igual cenário foi registado nos artigos de vestuário e calçado, cujos preços se mantiveram estáveis na União Europeia (0,8%), mas emagreceram em Portugal 14,7%. Esta foi a única categoria na qual houve um recuo dos preços em Portugal.

Por outro lado, quanto aos preços da água, eletricidade, gás e habitação, em Portugal o aumento foi de 75,6%, bastante superior ao registado no restante bloco (57,2%). De referir que as taxas e impostos pagos na eletricidade por terras lusitanas são os segundos mais elevados da Europa e no gás são os quartos. De facto, mais de metade do preço da luz em Portugal são impostos, já revelou o Eurostat, o que explica o posicionamento do país, neste novo ranking.

Quanto aos transportes, Portugal também viu os preços crescerem (53,2%) acima da média europeia (41,2%), à semelhança do que aconteceu com os custos referentes aos restaurantes e hotéis (subiram 63,4% em Portugal e 56,1% na UE), bem como à cultura (aumentaram 9,9% por cá e apenas 7,1% no restante bloco).

Por outro lado, destaca-se que, nos últimos dezoito anos, os custos associados às comunicações diminuíram 21,7%, na União Europeia, enquanto em Portugal os preços destes serviços subiram mais de 3%.

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